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Administrar não é fácil, mas é preciso!


O prefeito Moacir Ribeiro, a cada dia, entende melhor a necessidade de fazer, exatamente aquilo que os mais velhos e experientes, nos ensinavam quando não se poupavam de recitar o velho ditado que bem resume um saudável hábito: “o olho do dono é que engorda o boi”. Resumiam assim, um pressuposto básico da administração, inclusive da pública.

O fato é que nestes primeiros 20 meses de governo, passada a lua de mel inicial, quando tudo parecia muito fácil e as promessas de muita ajuda e de busca de recursos lhe eram feitas aos “montes”- [esclarecendo desde já, que aqui, não pretendemos fazer desta afirmativa qualquer “marco” que possa ser compreendido ou visto como sombra, ainda que tênue, de conotação com os nomes de alguns dos conhecidos e habituais promitentes de então]- depois de viajarmos na maionese, voltamos ao tema principal; lembrando que Moacir agora, atendendo à sua própria índole, como fez questão de afirmar, tem tido a oportunidade de ouvir muitos daqueles que, mesmo de fora e como pretensos beneficiários dos serviços que a administração pública deve ofertar, lhe abrem o jogo, senão os olhos, informando-lhe sobre muita coisa que ocorre na sombra da administração pública.

São exatamente estes que, a exemplo do que ocorreu na quinta-feira (28), com ele conversaram sobre quase tudo aquilo que de estranho ocorreu nestes 20 meses, lá pelas bandas da secretaria que cuida dos interesses culturais do município.

Mais precisamente, sobre o estado de penúria em que se encontram a Emmel – suas co-irmãs Emart e Emad, a nossa ex-Orquestra Sinfônica e os até então conhecidos grupos, Asas do Tempo e Banda Lira São José.

Queremos crer que o detonador de tudo foi uma recente contratação de um maestro, noticiada nesta semana.

Não questionamos aqui tal contratação nem mesmo as ausências sentidas de maestros e de muitos outros professores que dali foram dispensados. Não nos cabe sequer o direito de discutirmos os porquês das decisões que provocaram tais ausências, mas, nos cabe sim, divulgar neste espaço, o pensamento de tantos quantos se preocupam com os destinos de tais escolas, em especial da Emmel, por razões mais que conhecidas de todos nós. Elas foram, são e deverão assim continuar, como precioso “patrimônio público”, adquirido e consolidado com muito sacrifício.

Moacir em boa hora ouviu muitos dos professores que por ali militam, alguns de seus administradores, ex-alunos, alunos atuais, pais e até o representante do Rotary que, como ex-aluno da instituição tal e qual aos demais, se insurgiu contra este processo de sucateamento da escola que, deliberadamente ou não, lhes pareceu estar em marcha.

Ou melhor, estava; porque agora o prefeito ciente de tudo, colocou-se de imediato na condição de padrinho da causa das escolas citadas e certamente não titubeará em tomar todas as providências para novamente colocá-las nos trilhos que fizeram delas – em especial da Emmel – por sua importância e competência, reconhecidas até mesmo, fora dos limites deste município.

Ao que sabemos, a Emmel serviu de exemplo para inúmeras cidades desta e de outras regiões do Estado e País. O mesmo podemos dizer sem medo de errar, sobre suas co-irmãs. Ninguém em sã consciência pode afirmar que não conhece as inúmeras premiações que na arte da dança, abocanhamos em festivais nacionais e até do estrangeiro com alunos egressos delas!

E o papel social que elas exercem? Nem de longe, pode ser descartado, não é?

Corda de violão arrebenta mesmo, mas precisa ser imediatamente substituída para que as aulas não deixem de ocorrer por falta delas. Professor bom, competente, dedicado, tem que ser mantido e se as ofertas dos maiores salários praticados na vizinhança “roubam” nossos mestres, que tratemos de saber por que lá se consegue pagar mais. Afinal de contas, as fontes de recursos deles, não devem diferir muito daquelas que nos são disponibilizadas. Quem sabe, com uma simples mexida de cunho administrativo, Moacir, dentro da lei, consiga logo viabilizar um orçamento mais “gordo” para esta importante área?

É claro que de agora em diante, com o apadrinhamento do prefeito, o principal ingrediente, “vontade política”, não mais nos faltará e nos parece que a época das vacas magras, finalmente, chega ao fim. Afinal de contas, o olho do dono, agora, conforme ele mesmo disse, estará focado sobre esta área da nossa cultura.

E concluindo, repetimos: administrar não é mesmo nada fácil. O apoio do prefeito à CDL, Acif, Sebrae e Sicoob Centro-Oeste, com relação do projeto proposto para a Rua Pio XII, ao menos nestes primeiros dias do teste, já lhe trouxe sérias dores de cabeça. E se ele não tivesse apoiado o projeto, o que ocorreria? Alguém se arrisca a respondê-lo?


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Editorial do Jornal Nova Imprensa