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Todo dia é Dia da Árvore


Está aí o dia da árvore e acho que não temos muito para comemorar, pois nós, seres humanos, não sabemos ou não queremos cuidar da natureza como ela merece. Nós não cuidamos do nosso meio ambiente, não protegemos as árvores que nos dão tudo, até o ar que respiramos e sem o qual não vivemos. O resultado é um planeta cada vez mais maltratado e poluído, com cada vez menos condições de dar sustentação à vida.

Eu não tenho árvores grandes em minha casa, pois meu jardim é pequeno e é o único lugar onde tem um pouquinho de terra para plantar. E gostaria, gostaria muito de ter uma grande área para plantar muitas árvores e cuidar bem delas.

Mas tenho meus pés de jacatirão, jovens, pequenos, mas que florescem lindamente, e alguns pés de araçá, pequenos, quase anões, embora produzam abundantemente e um pé de pitanga, ainda jovem. Eles me fazem festejar o dia da árvore, eles me lembram da importância vital do verde para o ser humano.

E por falar em jacatirão, os manacás-da-serra, aquela variedade de jacatirão do inverno que floresce em julho, ainda estão floridos, fazendo companhia para os ipês, que ainda estão cobertos de sol. Já nem sei mais direito a época de florescência deles, com todo esse descompasso do tempo, resultado do nosso descaso para com o meio ambiente, que têm mudado tudo, inclusive as estações.

Dá gosto ver árvores majestosas como o ipê e o jacatirão exibirem suas flores e suas cores ao mesmo tempo e é uma coisa que não é normal, pois o manacá-da-serra floresce em julho, dificilmente alcançaria a florada do ipê. E a nossa primavera entra, assim, ornada com as flores douradas do ipê, que irradiam luz, e as flores do jacatirão-manacá, que ainda persistem. Persistem, apesar do nosso descaso para com Mãe Natureza.

Como eu já disse, gosto de árvores. E parabenizo a todas elas, que nos dão tanto, a todos nós, limpam o ar que respiramos e nós cuidamos tão pouco delas...

Que não nos lembremos de refletir sobre o valor das árvores em nossas vidas apenas num dia do ano reservado a elas. Precisamos nos conscientizar que sem elas, não sobreviveremos neste planeta que já foi mais azul. Se não protegermos nossas matas, nosso verde, a água desaparecerá e tudo virará deserto. E a vida não resiste em desertos.

Todo dia é dia das árvores, é dia da vida


Sobre o(a) autor(a)

Luiz Carlos Amorim

http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 32 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros. Foi eleito a Personalidade Literária de 2011 pela Academia Catarinense de Letras e Artes e ocupa a cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras. Foi o representante de Santa Catarina no Salão Internacional do Livro de Genebra, com o lançamento de 3 obras suas, participação na antologia Varal do Brasil e com a divulgação de escritores que não puderam ir, com a revista Suplemento literário A ILHA. Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA. e autor de 28 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior. Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano -, além de colaborar com vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc.