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Perguntar não ofende


Há dúvidas que chegam a nossa redação e que, obviamente, uma vez trazidas a público, merecem uma resposta mais detalhada e convincente por parte do nosso executivo municipal.

Dentre estas estão as que se relacionam à derrubada das edificações que existiam no Parque Dr. Leopoldo Correa, popularmente conhecido como Praia Popular e que, pelas conflitantes respostas ultimamente trazidas a público pela própria administração, Corpo de Bombeiros e por membros da Defesa Civil, inclusive com a exibição de documentos, ainda carecem de respostas mais convincentes.

Assim sendo, hoje, após decorridos alguns meses da estranha ordem de demolição e com a circulação da notícia de que já se iniciaram por ali alguns trabalhos visando a construção de um novo complexo turístico a ser financiado pelo governo federal, aduzimos aos anteriores – (não respondidos) – os questionamentos que se seguem e que julgamos de igual pertinência:

São eles:

1 - Se o próprio prefeito anunciou em programa de rádio que a municipalidade respeitaria um projeto - a ser escolhido após certame aberto aos estudantes e arquitetos desta e de outras cidades, num processo de seleção mais que democrático -, com a premiação anunciada na mesma oportunidade; como pode agora, o próprio governo anunciar que já encaminhou ao Ministério do Turismo um pedido de liberação de R$ 1,5 milhão para sua execução?

2 - Sem que exista um projeto, isso seria viável, ainda que estejamos em ano eleitoral? Governo libera recurso sem projeto?

3 - E se de fato ele (o projeto) existe, foi elaborado por quem, quando e quanto custou?

4 - Por que então, não foi sequer exibido ao povo desta cidade?

5 - E a liberação ambiental para implantá-lo, existe mesmo?

6 - Aquela área é ou não considerada como área de preservação? Está ou não, inserida num contexto maior, registrado como sendo uma Unidade de Conservação?

7 - E quanto ao recente corte das frondosas árvores que ali foram plantadas há décadas, houve autorização para tal e neste caso, o inventário registra a espécie das sacrificadas?

8 - Em caso afirmativo, quando se celebrou e onde será plantada a respectiva compensação ambiental, normalmente exigida por antecipação em casos como este?

9 - A legislação ambiental pertinente está ou não sendo seguida por quem por ela deveria zelar?


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Editorial

Editorial do Jornal Nova Imprensa