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Há mais de um ano foram concluídas as obras das 300 casas que compõem o Residencial Tino Pereira, que assim como o Geraldo Veloso e o Vila Nova das Formigas, foi erguido por meio do projeto do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida.
Porém, o que seria um alívio para quase mil pessoas, se transformou em um tormento. Desde setembro do ano passado, quando foram sorteados os endereços de cada beneficiário, as famílias aguardam a liberação da Prefeitura para se mudarem.
Sem saber a quem recorrer, muitos dos beneficiários buscam informações junto à Secretaria de Desenvolvimento Humano, onde se inscreveram, e lá são informados que o problema está sendo solucionado pelo Saae, onde são avisados que o problema é da Construtora D’Ávila Reis, que garante que já fez todo o trabalho e precisa apenas da liberação do Banco do Brasil.
O serviço que havia ficado pendente, segundo informou em março o diretor do Saae, Ney Araújo, era a construção do poço artesiano que abastecerá as famílias e cuja execução era de inteira responsabilidade da empreiteira D’Ávila Reis, que já havia concluído tal trabalho que carecia da outorga do banco responsável pelo financiamento das casas (Banco do Brasil) para que, só então, as residências fossem liberadas para as famílias se mudarem.
O portal buscou informações atualizadas sobre o caso junto à administração, que não respondeu sobre o assunto, apesar de se tratar de nada menos que 300 famílias a espera de realizar, enfim, o sonho da casa própria.
“Estamos sem respostas e, enquanto isso, continuo morando de favor em uma casa na comunidade rural de Rodrigues e como todos sabem que ganhei a casa, fico sendo pressionada a sair da casa com meus filhos”, comentou Ana Lúcia Cândida, que conta com a mudança para poder trabalhar na cidade.
A angústia da diarista e manicure é a mesma de vários chefes de família que mesmo em meio a este cenário de incertezas, não tiveram direito sequer ao aluguel social, já que muitos estão sem condições de arcar com os gastos com a locação de imóveis.
Até o momento, os valores do financiamento das casas não estão sendo cobrados, porém neste mês de maio, muitos receberam uma conta de energia elétrica, sem código de barras, que segundo foram informados, trata-se apenas de um comprovante de que a residência já conta com energia elétrica, porém, com a ligação feita, muitos temem que já em junho tenham que arcar com o gasto da conta da Cemig.
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