Você já parou para pensar em quanto fica manter um time profissional, no interior do Estado? Não é nada barato, principalmente quando comparado a grandes times da capital. Mesmo criando campanhas e contando com a torcida, muitas vezes o sonho de subir para a elite do Mineiro fica pelo caminho quando o assunto é dinheiro.
A dificuldade para manter as equipe no módulo 2 no Campeonato Mineiro. Garantir a alegria dos torcedores no interior sai caro. E não importa a equipe. No módulo 2 todas enfrentam o mesmo problema. E o presidente do Formiga, Anselmo Gaspar Leal, reafirma: ?no futebol não se faz nada sem dinheiro?.
Mas o dinheiro está sempre em falta. A despesa mensal do Formiga, por exemplo, gira em torno de R$100 mil. Mesmo com o apoio da torcida, que lota os estádios, a contabilidade está sempre no vermelho. ?A Federação leva cerca de 30% a 40% da renda do time. E todas as despesas são iguais do módulo 1 e 2?, conta Anselmo Gaspar.
E ainda tem o custo dos jogos. A reclamação se repete também em Itaúna. ?Não temos ajuda nenhuma da Federação Mineira?, reclama o presidente José Ailton. Para manter o time na competição, o clube gasta R$80 mil por mês. Para levantar o dinheiro foi criada a campanha ?Amigos do cachorrão?.
Em Divinópolis a dificuldade se repete para conseguir R$90 mil por mês. No gramado do Campeonato Mineiro o contraste do futebol. O atacante Kleber do Cruzeiro recebe R$270 mil por mês. Esse valor é mais do que suficiente para pagar não só os salários mais todas as despesas do Guarani, do Itaúna e do Formiga.
E não é só o salário que influência. A categoria de base do Cruzeiro tem a estrutura que é o desejo de muitas equipes da segunda divisão.