Pelo menos 143 civis morreram desde 30 de dezembro nas áreas onde vigora a trégua na Síria, informaram nesta segunda-feira (23) ativistas Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Pelo menos 40 são menores de idade e 21 mulheres.
Nos territórios da Síria em que o cessar-fogo não está sendo aplicado – aqueles onde estão presentes o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e a Frente da Conquista do Levante (antiga Frente al Nusra, ex-braço sírio da Al Qaeda) – morreram pelo menos 205 civis.

Na região da trégua, o maior número de civis, 52, morreu em bombardeios de aviões não identificados contra a província de Idlib, no noroeste do país, assim como contra partes do oeste e do sul de Aleppo, também no noroeste, e nas regiões de Ghouta Oriental e do vale do rio Barada, nos arredores da capital Damasco.

O restante perdeu a vida por disparos da artilharia do exército sírio, pelo lançamento de projéteis por parte dos rebeldes e por tiros de franco-atiradores pró-governo.

Estado Islâmico

Dos 205 civis mortos na região onde não vigora o cessar-fogo, 42 eram menores de idade e 24 mulheres.
A maior apuração de vítimas mortais foi registrada na província nordeste de Deir ez Zor, onde pelo menos 62 pessoas morreram por bombardeios de aviões de combate não identificados e pelo impacto de foguetes lançados pelo EI.

A essas mortes se somam outras 29 de civis em Deir ez Zor e na província vizinha de Al Raqqa, o principal reduto do EI na Síria, por ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Além disso, os bombardeios da força aérea turca resultaram na morte de pelo menos 58 civis na população de Al Bab e em outras localidades ocupadas pelo EI na região de Aleppo.

Os restantes perderam a vida em ataques de aviões desconhecidos e disparos da artilharia turca.

Nesta segunda-feira (23) começaram em Astana, no Cazaquistão, negociações indiretas entre uma delegação do regime sírio de Bashar al Assad e outra da oposição, auspiciadas por Rússia, aliada das autoridades sírias, e Turquia, que apoia a oposição.

A manutenção deste diálogo faz parte do acordo de trégua na Síria conseguido em dezembro entre Rússia e Turquia.

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Fonte:

G1