Na década de 60, exatamente quando este país passava por grandes turbulências políticas que dentre outras modificações, pela lei 4595 de 31 de dezembro de 1964 extinguiu a antiga SUMOC – (Superintendência da Moeda e do Crédito) e criou o Banco Central do Brasil, na busca de recursos de poupança que permitissem a criação de novos empregos através da expansão industrial, nasceu o Fundo de Investimento 157 que, amealhando enorme soma de capitais oriundos de aplicações que, mais tarde, eram deduzidas de imposto de renda a ser recolhido.

Esta ferramenta monetária foi sem dúvida alguma, apesar dos desvios, a principal mola propulsora da Zona Franca e de outros polos industriais surgidos, em especial na área da Sudene. Foi dinheiro a ‘dar com o pau’ e que fez ainda, a alegria dos bancos que administravam tais fundos e que, também movimentaram as bolsas de valores nacionais se tornando em papéis dos mais atrativos dentre as opções ofertadas pelo mercado de capitais que por aqui, ainda engatinhava.

Pois bem. Gerações e gerações se tornaram da noite para o dia, de simples contribuintes em investidores no 157.

Mas, como tudo no país está sujeito às picaretagens, aqueles Fundos 157, em 1985, acabaram transformados em Fundos Mútuos de Investimento em Ações, operados pelos Bancos de Investimento. O resultado prático disto é que apurou-se, agora em 2014, que até hoje, nas mãos dos banqueiros e a custo zero, ainda existem cerca de R$ 800 milhões à procura de seus legítimos donos.

Porque tudo isto? Só para lembrar a algum esquecido investidor que talvez ele possa ainda, recuperar, quem sabe, uma parcela considerável de dim-dim, o que seria muito bom nesta época de vacas magras? Não, absolutamente, não!

Esta lembrança do 157 nos veio à mente, no exato momento em que percebemos que esta nossa Formiga, comemora neste 6 de junho, exatos 157 anos de emancipação.

E aí, fazendo um paralelo entre a situação administrativa que hoje vivemos nesta cidade, com aquela vivenciada no país, na década de 60, em especial de seus meados em diante, imaginamos que se também aqui, uma vez já decorridos mais da metade do prazo para o qual este governo foi eleito, quem sabe se este 157 de vida, não possa também significar um novo marco em nossa história?

Tomara que tal e qual aconteceu com o fundo de mesmo nome e número, o nosso 157 venha a marcar uma nova era de sensíveis melhorias nas condições de vida de nosso povo.

Se cumpridas todas as promessas de campanha e as demais feitas pelo nosso atual alcaide, melhor. Se não, que este povo ordeiro e simples, apreenda de uma vez por todas que uma cidade não pode viver apenas de promessas.

Pão e circo, se funcionaram no passado, certamente daqui para frente não serão mais aceitos como moeda de troca por votos. E isto, não vale apenas para esta cidade. Isto está se tornando a cada dia mais palpável por todo o país e se reflete lá em Brasília onde, ainda que a duras penas, mesmo que sobre a forma de arremedos, algumas reformas surgem aos poucos.

O povo brasileiro, em especial o formiguense, já em 2016, certamente ao comemorar os 158 anos desta cidade, em ano de eleição, saberá e bem agradecer a esta administração pelo cumprimento das promessas por ele feitas, ou então…

Quem viver, verá!

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