Tosse, dor no peito, falta de apetite, emagrecimento, cansaço e febre baixa. Esses são os sintomas da tuberculose, doença que ataca principalmente o pulmão e é causada pelo Bacilo de Koch. Estima-se que a bactéria atinja um terço da população mundial. A doença pode se manifestar em 10% desse total e 95% dos registros ocorrem em países do Terceiro Mundo. A cada ano são 9 milhões de casos novos e cada doente infecta, em média, dez indivíduos. Anualmente, morrem três milhões de pessoas de tuberculose em todo o mundo. E é para alertar sobre esses números e sobre a gravidade da doença que, no dia 17 de novembro se comemora o Dia Nacional de Combate à Tuberculose.
No Brasil, a previsão é de que 35% da população estejam infectados pelo bacilo. A cada ano morrem seis mil pessoas de tuberculose, o que equivale a 16 mortes por dia. A desinformação, a pobreza e o aumento da Aids, além do surgimento e avanço de bacilos resistentes, contribuem para o aparecimento da doença.
O Ministério da Saúde gasta anualmente cerca de R$ 23 milhões nas ações de controle da doença com medidas como informação e rastreamento de doentes, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico e garantia de medicamentos.
O diagnóstico da tuberculose é fácil, o medicamento é barato, mas o abandono do tratamento é a principal causa do baixo índice de cura. São necessários seis meses de tratamento e a suspensão antes do término pode fazer com que o paciente adquira tuberculose multiresistente, mais difícil de tratar e que usa medicamentos mais caros.
O Programa Saúde da Família (PSF) é uma das estratégias de combate à tuberculose. A perspectiva para os próximos anos é de expansão do PSF e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) em todo o território nacional, inclusive em grandes centros urbanos. Estima-se que até o ano 2002, pelo menos metade da população esteja coberta com PSF e 20 milhões de pessoas sejam assistidas pelo PACS. Serão capacitados 30 mil agentes.
O Programa Nacional de Combate à Tuberculose tem como meta a detecção de pelo menos 92% dos casos estimados; a cura com sucesso de, no mínimo, 85% dos casos detectados; e a redução, até 2009, da incidência em 50% e da mortalidade em dois terços.

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