66% dos brasileiros não têm preferência por partido

O percentual mais alto havia sido registrado em 2013, quando 59% não aprovavam qualquer agremiação política.

O percentual mais alto havia sido registrado em 2013, quando 59% não aprovavam qualquer agremiação política.

Dois em cada três brasileiros não têm simpatia por nenhum partido político. É o que mostra pesquisa Ibope realizada em abril. De acordo com o levantamento, apenas 30% dos eleitores afirmaram ter uma sigla preferida. Foi o maior índice da série histórica, iniciada pelo instituto em 1988. O percentual mais alto havia sido registrado em 2013, quando 59% não aprovavam qualquer agremiação política.
A queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e o escândalo na Petrobras, descoberto na operação ?Lava Jato?, podem ter afetado a relação da população com os partidos. Para a cientista política da Universidade Federal de Minas (UFMG), Helcimara Telles, a repercussão negativa da política brasileira refletiu na credibilidade das siglas. ?Os escândalos de corrupção têm afetado a confiança nas instituições representativas?.
Segundo ela, a avaliação negativa da presidente da República também contamina a forma como a opinião pública vê o partido. Entre 2010 e 2013, o PT manteve uma média de preferência de 30%. Hoje, só 14% preferem a legenda. O PSDB vem em segundo lugar, com 6%.
O cientista político e professor da PUC Minas, Malco Camargos, avalia que falta capacidade aos partidos para atender os desejos dos eleitores. ?No Brasil, temos muitos partidos e pouca separação ideológica entre eles, isso faz com que o eleitor veja todos como iguais?, afirma.
Na mesma pesquisa, 75% dos entrevistados afirmaram ter dúvidas de que o país esteja no rumo certo. ?A suposta crise política é resultado do amadurecimento da população, que pode se expressar e se posicionar contra ou a favor do governo. O que deve haver é uma discussão em torno da tão falada reforma política?, defende o professor da Milton Campos, Camilo Machado.

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

66% dos brasileiros não têm preferência por partido

O percentual mais alto havia sido registrado em 2013, quando 59% não aprovavam qualquer agremiação política.

O percentual mais alto havia sido registrado em 2013, quando 59% não aprovavam qualquer agremiação política.

 

Dois em cada três brasileiros não têm simpatia por nenhum partido político. É o que mostra pesquisa Ibope realizada em abril. De acordo com o levantamento, apenas 30% dos eleitores afirmaram ter uma sigla preferida. Foi o maior índice da série histórica, iniciada pelo instituto em 1988. O percentual mais alto havia sido registrado em 2013, quando 59% não aprovavam qualquer agremiação política.

A queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e o escândalo na Petrobras, descoberto na operação “Lava Jato”, podem ter afetado a relação da população com os partidos. Para a cientista política da Universidade Federal de Minas (UFMG), Helcimara Telles, a repercussão negativa da política brasileira refletiu na credibilidade das siglas. “Os escândalos de corrupção têm afetado a confiança nas instituições representativas”.

Segundo ela, a avaliação negativa da presidente da República também contamina a forma como a opinião pública vê o partido. Entre 2010 e 2013, o PT manteve uma média de preferência de 30%. Hoje, só 14% preferem a legenda. O PSDB vem em segundo lugar, com 6%.

O cientista político e professor da PUC Minas, Malco Camargos, avalia que falta capacidade aos partidos para atender os desejos dos eleitores. “No Brasil, temos muitos partidos e pouca separação ideológica entre eles, isso faz com que o eleitor veja todos como iguais”, afirma.

Na mesma pesquisa, 75% dos entrevistados afirmaram ter dúvidas de que o país esteja no rumo certo. “A suposta crise política é resultado do amadurecimento da população, que pode se expressar e se posicionar contra ou a favor do governo. O que deve haver é uma discussão em torno da tão falada reforma política”, defende o professor da Milton Campos, Camilo Machado.

Redação do Jornal Nova Imprensa Hoje em Dia

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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