Está cada vez mais difícil selecionar as fontes de informação no que concerne à confiabilidade naquilo que nos é ofertado, diária, semanalmente ou instantaneamente, no caso da mídia eletrônica.

Se por um lado a velocidade com que as informações hoje circulam facilita o trabalho dos órgãos informativos, por outro, a velha prática do “Ctrl C + Ctrl V”, utilizada de forma abusiva, acaba induzindo os redatores/revisores, a erros crassos.

Isto sem se falar dos crimes cometidos por meio de plágios ou com a utilização de fotos e textos, sem a autorização de seus legítimos detentores de direitos autorais (propriedade intelectual).

É muito fácil de comprovar que por aqui, vez por outra, alguns “incautos repórteres/editores”, talvez no afã de reproduzirem notícias já veiculadas em outros portais, se valem de ferramentas eletrônicas, escurecendo fotos para sumirem com as marcas d’água que identificam suas origens e as republicam sem sequer mencionar as fontes das quais se serviram.

Não fosse esta prática algo criminoso, pergunta-se: não seria mais fácil solicitar autorização para reproduzir foto e notícia citando a fonte, como recomenda a ética? É assim que nós agimos e queremos aqui deixar bem claro, ocorre quando o G1, a Alterosa, Record, Estado de Minas, O Tempo, Hoje em Dia e tantos grandes jornais, em suas coberturas, se valem de informações por nós apuradas, ou vice-versa.

Fatos e notícias, a nosso juízo, não nos pertencem; São algo de interesse público, sem esta historinha de que merecem carimbo de “Exclusivo” mas matérias já elaboradas, fruto de pesquisa, de trabalho, não.

Às mídias, sejam elas impressas ou eletrônicas, diárias, semanais, “devezenquandárias” (lembrem-se que em anos eleitorais elas proliferam); ou, radiofônicas ou televisivas, devem se pautar dentro da ética, embora se faculte a todas a escolha livre e democrática do que pretendam publicar ou veicular como notícia ou como matérias opinativas, remuneradas ou não.

O que não dá para tolerar, e aqui é preciso que sindicatos, associações e outros órgãos intercedam, fiscalizem e se necessário regulem, são estes comportamentos estranhos que tem se multiplicado ultimamente nas mídias interioranas e até mesmo nas que circulam ou são produzidas em cidades de maior porte, inclusive em certas capitais.

Aqui em Formiga, às vezes deparamos com veiculações que certamente mereceriam entrar para o folclore da imprensa local.

Não faz muito tempo um site publicou algo que logo acabou sendo repercutido nas redes sociais, dando conta do encontro do corpo de um conhecido artista, trazendo incômodo a amigos e familiares, simplesmente por ser homônimo daquele que foi objeto da matéria. Note-se que a simples verificação do sobrenome da “vítima”, teria evitado o estranho “equívoco”.

Esta semana, uma operação exitosa da Policia Civil local, que envolveu mais de 80 policiais que puseram termo a investigações que foram conduzidas por alguns meses, ao ser noticiada por órgão da imprensa escrita, acabou informando através de foto que mereceu até legenda, que dezenas de policiais FEDERAIS e um helicóptero, que em momento algum aqui estiveram, em função na operação denominada Dèjá vu, aparecessem como os “heróis da operação”, por sinal aplaudida e elogiada por grande parte da população local.

É claro que nos casos retro citados, uma nota ainda poderá em breve ser divulgada, quem sabe em edição futura, dando conta do erro, se desculpando e/ou se justificando. Mas… Será que tudo isto não poderia ter sido evitado? Claro que sim. Como diz o velho ditado, “o uso do cachimbo, costuma deixar a boca torta”, não é mesmo?

Erros de grafia, de concordância, de digitação, todos nós cometemos e aos montões. Reconhecemos que nem sempre a revisão, em razão da escassez do tempo, os detecta e os corrige. Disto sabemos.

Porém, é preciso deixar claro que, mesmo reconhecendo nossas limitações, não nos é lícito nem ético inventar, plagiar, inserir elementos estranhos em reportagens, fazer afirmações que induzam o leitor a conclusões errôneas, propositadamente ou não. Todas estas são atitudes abomináveis e a nosso ver, só trazem prejuízo e descrédito a quem as adota ou as tem como conduta normal. Isto é inaceitável!

 

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