Complica para todos nós, contribuintes, condenados a sermos eternamente pagantes de impostos, ainda que saibamos que o retorno esperado nunca vem!

De início, imaginávamos que a complicação se daria apenas lá pelas bandas do Legislativo, já que restam só quatro reuniões ordinárias, antes do início das tradicionais férias a que fazem jus os nossos edis, para que possam ser analisados alguns projetos que por lá tramitam, todos de grande interesse do Executivo. Isto contando com a possibilidade de outros que estão prestes a sair do forno e que tomarão o mesmo caminho, quem sabe, também ostentando a chamativa tarja de  “regime de urgência”.

Dentre estes, que somam 16, anotamos apenas três que, por suas complexidades exigirão dos vereadores estudos de maior profundidade e, certamente, demandarão muito tempo de reflexão e negociação, pois se de um lado está o Executivo a defendê-los como sendo de vital importância para o caixa governamental, de outro, estarão os contribuintes que esperam de seus representantes sabedoria ao medirem água e fubá, na defesa dos combalidos bolsos da população que, convenhamos, não tem tido muito a comemorar em matéria de atendimento, ainda que básico, de obrigação do serviço público.

Reuniões no gabinete da “ex-casa goiaba”, atual “rosada” se repetem a todo momento.  Até mesmo sem a presença do prefeito que, de pires na mão, está lá por Brasília, garimpando e disputando a obtenção de recursos com centenas de outros alcaides que, como o nosso, bem sabem que uma vez aprovados na Câmara Federal os projetos que lá tramitam e são do interesse do Sr. Temer, aquelas torneiras que hoje ainda jorram dim-dim, estarão fechadas, sabe-se lá por quanto tempo. É agora ou nunca! Isto é o que dizem os prefeitos e demais políticos de todo o país. Tanto que, se na semana passada a vereadora e presidente do Legislativo formiguense, Wilce, lá esteve, na próxima,  um “novo trem da alegria” partirá de nosso Legislativo em direção ao Planalto Central, carregado de mais quatro ou cinco de nossos edis, todos em busca de promessas de aprovação de emendas que deputados garantem que aqui chegarão antes das próximas eleições.

Esse é o jogo político vigente e quem não agir desta forma, ainda que com ele não concorde, estará fora da lista dos prováveis atendimentos.

E é assim que reafirmamos que o tempo se afunila. Lá e cá. Como prefeito e vereadores não são onipresentes, o mínimo que a população pode esperar é que eles dediquem alguns minutos, horas talvez, para num estudo bem criterioso, calcado em evidências que os projetos acima descritos sugerem, resolvam o que fazer: simplesmente aprovar, rejeitar ou emendar!

O povo, é claro, ainda que não demonstre através de sua participação direta no dia a dia da Câmara, mesmo que agora não se manifeste com maior intensidade, certamente o fará tão logo chegue a ele, a cobrança resultante do que vier a ser aprovado pelos senhores legisladores.

O que ficou evidenciado no decorrer das últimas audiências públicas promovidas pela Comissão de Finanças Orçamento e Tomada de Contas, ainda que com baixa participação popular, é que muita coisa por aqui, precisa mesmo ser mudada. Se hoje descobrimos que o tempo se afunila e a coisa se complica, isto é mais um indicador de que muito tempo já transcorreu e, infelizmente…

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