Quem já tem em mente e testou, na prática, a resposta a este questionamento, ainda que seja ocupante de cargo de relevância neste ou naquele poder, certamente sabe o quanto estas duas “ferramentas”, se bem aplicadas, podem auxiliar e muito, os administradores de bens públicos ou particulares.

Hoje, com a disponibilidade dos recursos trazidos pela tecnologia, em especial os relativos à informática, a facilidade com que a informação circula, exige dos atores, políticos ou não, toda a atenção no cumprimento desta quase obrigação de ser transparente e ágil na forma de se comunicar.

Observando o noticiário que esta semana circulou na região, vimos que aqui, em Divinópolis e em outros municípios vizinhos, o almejado aumento da arrecadação que viria através da aprovação de novas Plantas de Valores acabou frustrando a programação de muitos de nossos alcaides.

Sem muita dificuldade, extrai-se dos textos que tratam destas matérias que apesar da compreensão quase que unânime da imperiosa necessidade de se promover alguma forma de reajuste no que se cobra de IPTU (praticamente, a principal fonte própria de arrecadação dos municípios), a falta de comunicação entre os poderes Executivo e Legislativo e as falhas na comunicação com a comunidade, em especial nas mal montadas e pouco explicativas “audiências públicas”, acabaram gerando uma pressão negativa, vinda da sociedade, o que se refletiu no Legislativo; que acabou rejeitando os tais projetos.

O resultado de tudo isto, todos sabemos é que, agora, se novos projetos chegarem aos Legislativos no decorrer de 2018, uma vez corrigidos os erros apontados como causa da negativa em 2017, estes se aprovados, só surtirão efeitos práticos no exercício de 2019.
Os prefeitos sabem que o ano legislativo só se inicia nestes municípios a partir de fevereiro, mês do Carnaval e como “ninguém é de ferro”, Brasil afora, as coisas só começam a querer tramitar após o descanso merecido de “Momo”.

Depois, vem a Semana Santa, a Copa do Mundo, as campanhas eleitorais e a eleição. Ano corrido e pouco propício à tramitação de projetos que demandam maior tempo para estudo (?).
É claro que nossos alcaides, todos muito experientes e em sua maioria oriundos do Legislativo, sabem o que isto tudo significa e não é atoa que alguns deles já se movimentam no sentido de promover um relacionamento mais amistoso entre os poderes.

Aqui, por exemplo, já se designou um novo líder para defender a aprovação deste e de outros projetos que virão por aí.

Melhor assim, mesmo se fazendo tudo de forma bem diferente do que se faz lá em Brasília. Lá, o presidente Temer, para obter votos que garantam a aprovação de projetos que na avaliação dele são de interesse geral, tem se valido de armas pouco ortodoxas como a recente nomeação de um “ministro comprador geral”, aquele que ameaça, ridiculariza e até dança no plenário, sempre que obtém algum sucesso em seus intentos. Isto é claro, após o derrame dos muitos milhões que ele distribuiu em nome da democracia e de acordo com sua índole e convicções. Ah, aqui é preciso também registrar que tudo isso é feito com transparência e comunicado até mesmo com certa antecedência! Isso é Brasil, sil, sil,sil!

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