O Estado de São Paulo já teve uma das piores escolas públicas, isso há quase duas décadas. No começo de setembro, o Ministério da Educação (MEC) divulgou as notas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) colocando o estado paulista em primeiro lugar nos três ciclos (quinto, nono ano e terceiro colegial) avaliados pelo Governo Federal. E é a primeira vez que um Estado da Federação alcança tamanha conquista.

Isso nos diz que em São Paulo o ensino é fantástico? Claro que não! O ensino público no Brasil é ruim, mas mostra ao país que São Paulo está no caminho correto. E isso apesar da APEOESP, o sindicato dos professores, que promove greves políticas, seguindo a agenda do PT. Quem acreditou na APEOESP colaborou para atravancar o ensino paulista. Apesar desse sindicato petista, São Paulo é o melhor ensino do país! E seria muito melhor se, ao invés de greves e interrupções da Avenida Paulista, os professores colaborarem, ensinando e não faltando, não deixando os alunos sem aulas.

Mas os professores petistas não são os únicos que atrapalham o ensino paulista, o leitor lembrar-se-á (alô presidente Temer, não abandone a mesóclise) dos estudantes que ocuparam escolas e impediram os planos do governador Alckmin para rearranjar as escolas e promover melhor uso do dinheiro público? Venceram porque o povo acreditou que a agenda petista era sincera… Pois é, imaginem o quão melhor ficará a educação se os estudantes petistas deixarem o governador trabalhar e forem estudar! A nota paulista será ainda maior.

Os petistas se dizem os grandes defensores da educação. Que se veja Minas Gerais que era um dos primeiros no Brasil quando o PSDB governava o estado e estava à frente de São Paulo. Então o PT, aquele partido que se diz da educação, mas a Operação Lava-Jato mostrou que está mais para a corrupção, ganhou o governo de Minas e… O ensino piorou!

Há que se frisar que São Paulo melhorou porque gastou mais, é o único estado brasileiro que investe 30% em educação, como gosta de destacar o governador, nenhum outro estado brasileiro investe mais de 25%. Isso não significa que o dinheiro da educação seja bem gasto no Brasil. Na verdade, é muito mal gasto. E as tentativas de eliminar desperdícios encontram oposição nos articulados professores e estudantes que seguem a agenda petista.

A melhoria do ensino paulista é um trabalho cumulativo das últimas duas décadas. A rede estadual de São Paulo enfrentou dois grandes desafios: a inclusão escolar e a alfabetização. Hoje, São Paulo tem um currículo unificado para todos os estudantes e materiais didáticos próprios para cada série, e isso desde 2008. Além disso, criou uma escola dedicada à formação de professores, a EFAP, e ainda implantou um sistema de meritocracia que bonifica todos os funcionários das escolas que apresentam melhora na qualidade do ensino.

Há ainda programas dedicados, como o Ler e Escrever, que deram à rede paulista o melhor índice de alfabetização do país: 98,7% das crianças até 7 anos sabem ler e escrever. E, para finalizar, além do primeiro lugar no Brasil, as notas eram as metas para 2019.

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