O dia dos pais celebrado, no domingo, 9/08, como um momento de gratidão a todos aqueles que assumem a missão da paternidade, com a dedicação e seriedade requeridas, desde o primeiro instante e em todos os dias do ano. Não é uma tarefa fácil, hoje, com tantos apelos imediatistas e consumistas, numa cultura do descartável, manter os valores de um compromisso de vida, com a responsabilidade de educar os filhos para a vida. A paternidade é uma missão insubstituível, e que exige até mesmo uma dose de heroísmo, nos dias atuais, e que certamente traz a sua gratificação, quando os filhos chegam á fase adulta, com a formação de valores sólidos, recebidos dos pais. Como lembra o papa Francisco, no Instrumentum Laboris em preparação ao Sínodo dos Bispos, que ocorrerá em outubro, “a família é a ‘célula básica da sociedade, o espaço onde se aprende a conviver na diferença e a pertencer aos outros’. É necessário propor uma visão aberta da família, fonte de capital social, o que significa, de virtudes essenciais para a vida comum. Na família aprende-se o que é o bem comum, porque nela se pode fazer a experiência da bondade de viver juntos. Sem família o homem não pode sair do seu individualismo, pois só nela se aprende a força do amor para apoiar a vida”. Para isso, é preciso a experiência da maternidade e da paternidade, pois é a partir desses dois referenciais, que a pessoa se constitui integralmente como ser humano. E ressalta “a importância dos papéis distintos de pai e mãe”. 

O Instrumentum Laboris também destaca que “a família encontra-se objetivamente num momento muito difícil, com realidades, histórias e sofrimentos complexos, que necessitam de um olhar compassivo e compreensivo”. Não tem sido fácil exercer a paternidade com a exigência requerida, devido a diversos fatores, que não justificam evidentemente aceitar os fracassos como inevitáveis, mas o que o papa pede em sua ação pastoral é que tenhamos mais compreensão sobre as razões dos fracassos e buscar novos meios para superar as dificuldades e fazer os pais (homem e mulher) redescobrirem o valor e a beleza da família, com os desafios da realidade familiar. Tais dificuldades, no entanto, podem ser vistas como oportunidades e desafios, nunca como impeditivas da missão familiar. E nesse sentido, a paternidade representa nos dias atuais, um grande desafio, que requer uma maior conscientização das responsabilidades, dos deveres e das incumbências da missão, pois se trata de uma missão nobilíssima, tendo em vista a educação de uma pessoa.

Os pais, com seu exemplo de vida, com o trabalho, a dedicação, e o cumprimento dos deveres cotidianos, devem ser à base da formação moral dos filhos, na transmissão dos valores humanos. Não se trata apenas de atender as necessidades materiais dos filhos, mas principalmente garantir uma base moral e espiritual. É disso que os filhos precisam, e também uma base de afeto, para que tenham a vigor necessária diante dos desafios do dia-a-dia. Temos que valorizar cada vez mais a missão dos pais, para vencer a cultura do descartável, a partir dos valores do compromisso e da responsabilidade. E apoiar e parabenizar sempre os pais, heroicos no cumprimento de seus deveres, buscando o bem da família.

 

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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