O capotamento de um ônibus de turismo seguido de um engavetamento deixou 10 mortos – cinco mulheres, três homens e duas crianças – e 51 feridos na noite desse domingo (9) na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), no trecho de serra entre Santo Antônio do Pinhal e Pindamonhangaba (SP).

As causas do acidente serão apuradas, mas uma das vítimas que estava no ônibus contou ao portal G1 que o veículo parecia estar desgovernado. O coletivo transportava moradores do litoral sul de São Paulo, que voltavam de uma excursão de um dia em Campos do Jordão. O passeio era uma celebração antecipada do Dia dos Namorados.

Um homem e a filha, que estavam em um dos carros atingidos, estão entre as vítimas fatais. As demais vítimas estariam no ônibus. Yango Mange, de 25 anos, foi o primeiro morto no acidente a ser reconhecido por parentes no Instituto Médico Legal (IML).

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram a afirmar que 17 pessoas tinham morrido no local do acidente, mas corrigiram a informação posteriormente.

Os bombeiros foram acionados por volta de 21h30 para atender a ocorrência próximo a um dos túneis da rodovia, logo após o trevo de acesso a Santo Antônio do Pinhal, na altura do km 31,6.

Segundo testemunhas, o coletivo desgovernado, aparentemente sem freio, atingiu outros cinco carros e uma moto. A empresa dona do ônibus, que levava ao menos 30 passageiros, é a Brasil Santana, de Praia Grande. O veículo levaria uma excursão de volta a Cubatão.

As vítimas com ferimentos mais graves foram encaminhadas para o Hospital Regional de Taubaté. Ao todo, 16 pessoas foram levadas para a unidade – cinco já foram liberadas e as demais permanecem internadas.

Outras vítimas foram atendidas no Pronto-Socorro de Campos do Jordão – 28 pessoas teriam sido atendidas no local – e também na Santa Casa de Pindamonhangaba.

A rodovia foi totalmente interditada desde o momento do acidente e foi liberada por volta das 6h desta segunda-feira (10).

A viação Brasil Santana foi procurada, mas não tinha se manifestado até a divulgação desta reportagem.

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Fonte:

G1