Uma advogada de 27 anos é suspeita de repassar um telefone celular a um detento no Presídio Floramar em Divinópolis.

A Polícia Civil aponta que há indícios de que a situação se repetiu outras vezes. Nessa segunda-feira (21), o órgão informou que, até que as investigações sejam concluídas, a jovem está proibida pela Justiça a entrar na unidade prisional.

De acordo com a PC, o flagrante que gerou o inquérito policial em andamento ocorreu no dia 7 de janeiro.

O detento havia acabado de voltar para a cela, logo após a visita da advogada, quando apresentou dificuldades para andar. Após ser feito um raio-x, um celular foi identificado no ânus do detento, que confessou ter recebido o aparelho da jovem e disse que não era a primeira vez que isso ocorria.

A advogada pode ser indiciada pelos crimes de associação criminosa e promoção da entrada de equipamento de comunicação em unidade prisional.

Jovem nega participação

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Adriene Lopes, a suspeita já foi ouvida e nega participação no crime. Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido na sexta-feira (18) no escritório dela, que fica no Centro de Divinópolis, e na casa onde ela mora.

“Ela nega qualquer envolvimento, mas as câmeras de segurança do presídio comprovam que ela esteve lá no dia do crime. Há informação, inclusive, de que ela recebia uma quantia em dinheiro para repassar os celulares”, afirma a delegada.

Adriene ainda informou que tanto o celular quanto documentos e caixas de aparelho celular encontrados na casa e no escritório da advogada foram apreendidos.

Conforme informado pela delegada, a OAB foi comunicada sobre o caso para tomar medidas disciplinares. A previsão é que o inquérito policial seja concluído em até 30 dias.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que o preso envolvido no caso será submetido à comissão disciplinar do Presídio Floramar.

 

 

 

Fonte: G1||

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