O empresário Helênio Lara, 55, e seu filho Samuel Henrique Campos Freiras Lara, de 17, podem ter morrido afogados após a queda do avião monomotor em que estavam, no Lago de Furnas, no sábado (30). A aeronave era experimental e foi projetada pelo próprio empresário, que também a pilotava.

A aeronáutica iniciou a investigação sobre o acidente. Membros do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) estiveram no local do acidente, mas não falaram sobre as possíveis causas da tragédia.

O tenente do Corpo de Bombeiros Gabriel Vieira contou que testemunhas disseram ter visto o avião cair de ponta. “Uma testemunha viu o monomotor sobrevoar a região, fazer uma curva, apontar para a água e cair de ponta. Mas não podemos confirmar o que teria acontecido, nem as causas do acidente”, afirmou.

Além do impacto da queda, o tenente Vieira informou que o avião afundou muito rápido e, como as vítimas estavam com o cinto de segurança, podem ter morrido afogadas.

Os corpos foram sepultados neste domingo (1º), na cidade de Itaúna. As vítimas tinham a aviação como hobby, paixão transmitida de pai para filho. Há um ano, eles voaram pela primeira vez no avião projetado pelo empresário, o Curumim II.

Nas redes sociais, os dois exibiam fotos do avião com orgulho. Em uma das imagens, aparece uma mensagem de alerta no painel sobre o risco de se voar em um avião experimental. “Esta aeronave não satisfaz aos requisitos de aeronavegabilidade. Voo por conta e risco próprios”, dizia a placa. 

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Fonte: O Tempo Online