A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) anunciou nesta quinta-feira (8) que vai suspender todas as suas operações na Faixa de Gaza por conta do risco causado pela presença de tropas no território palestino sob ataque.
Um ataque de um tanque israelense nesta quinta-feira matou dois motoristas palestinos de um comboio de ajuda humanitário coordenado pela agência, segundo o porta-voz da entidade em Gaza, Adnan Abu Hasna. Ele não disse quanto tempo a suspensão vai durar.
Richard Miron, porta-voz da ONU, disse que o Exército de Israel havia sido notificado sobre a passagem do comboio, atingido próximo à passagem de Erez, no norte de Gaza. Segundo Hasna, os caminhões estavam identificados pelo símbolo da ONU.
Depois do incidente, todos os comboios da agência pelas passagens de Erez e Kerem Shalon foram suspensos.
O Exército de Israel disse que está investigando o caso.
A Faixa de Gaza teve, pelo segundo dia consecutivo, um cessar-fogo de três horas para que a população civil possa obter mantimentos. A trégua ocorreu novamente entre 13h e 16h (9h e 12h de Brasília), disse Peter Lerner, porta-voz do Exército israelense para a coordenação com os territórios palestinos, que disse que a medida tem por objetivo permitir que a população se abasteça de artigos essenciais.
A situação humanitária é grave no 13º dia da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza. Os confrontos já deixaram 763 mortos e 3.100 feridos no território dominado pelo Hamas e mataram ao menos 12 israelenses -oito soldados em ação em Gaza e 4 civis atingidos por foguetes em cidades de Israel.
O número de mortos palestinos subiu de 702 a 763 porque, segundo o médico Muawaiya Hassanein, foi possível recuperar vários cadáveres em escombros de prédios e em campos de batalha durante os períodos de cessar-fogo temporário. Apenas em um campo de batalha, 35 corpos foram achados, segundo ele.
O Departamento de Estado dos EUA pediu que Israel amplie o acesso da ajuda, qualificando de desesperada a situação humanitária no território.

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