A greve dos bancários começou no dia 29 de setembro e, desde então, agências de todo o Brasil estão paralisadas. Na semana passada, as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de Formiga também fecharam as portas para atendimento ao público.
Entre as reivindicações, os trabalhadores pleiteiam reajuste salarial de 11%, participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mínimos mais R$ 4 mil, vale-refeição, cesta alimentação e auxílio-creche/babá nos valores de um salário mínimo.
Além dos vários cartazes com os dizeres em letras garrafais ?ESTAMOS EM GREVE?, nas fachadas do Banco do Brasil e da Caixa em Formiga, há cartazes da Campanha Nacional dos Bancários com o slogan ?Bancos Abusam ? Cadê a responsabilidade social??, outro com os dizeres ?Outro banco é preciso ? Pessoas em 1º lugar? e também há um informativo oficial do Sindicato dos Bancários de Divinópolis e Região, filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf ? CUT), comunicando que ?a greve da categoria por tempo indeterminado cresce em todo o país e reafirma que os bancários sempre apostaram na negociação coletiva como forma de solucionar conflitos, mas foram impedidos à greve pela intransigência dos bancos?.
Entre os motivos alegados no documento, o sindicato ressalta que a pauta de reivindicações foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenabran) no dia 11 de agosto, mas em cinco rodadas de negociação os bancos rejeitaram uma a uma todas as reivindicações da categoria, sobre remuneração, saúde, emprego, condições de trabalho e segurança.
Ainda segundo o documento do Sindicato de Divinópolis, os bancos se comprometeram a assumir uma ?proposta global?, mas não cumpriram e desconsideraram a reivindicação de 11% de reajuste, além de rejeitar as demandas por melhorias na Participação de Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, adoção de medidas de proteção da saúde, focadas no assédio moral e às metas abusivas, mais segurança para clientes e trabalhadores nas agências, garantia de emprego, mais contratações e igualdade de oportunidades para acabar com as discriminações contra mulheres, negros e pessoas com deficiência.
Os bancários alegam que continuam abertos à negociação e aguardam uma proposta dos bancos.

Fenabran
A Federação Nacional dos Bancos informou que os consumidores que tiverem dificuldades em pagar contas por conta das paralisações têm à disposição canais de atendimento remoto, composto por 45,2 mil postos de atendimento e pela rede de 84,3 mil correspondentes não bancários, como casas lotéricas, agências dos correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados. Além disso, os consumidores podem pagar contas que estiverem dentro do prazo de vencimento utilizando as centrais telefônicas dos bancos.
De acordo com a federação, os clientes também contam com os serviços de débito automático para pagamento de contas e podem realizar transações com total segurança por meio de Internet banking, telefone e mobile banking (operações por meio de celulares).
A Fenaban afirma que todos esses canais funcionam e funcionarão normalmente, assim como os serviços de compensação de cheques, transferência de recursos via Documento de Ordem de Crédito (DOC) ou Transferência Eletrônica Disponível (TED), o recolhimento de depósitos e pagamentos nos caixas eletrônicos e o abastecimento de numerário desses equipamentos.

Imprimir