Pelé precisou de 32 minutos. Ronaldo, de 51. Para Alexandre Pato, bastaram somente 12. Foi esse tempo que a maior promessa do futebol brasileiro precisou para marcar seu primeiro gol pela seleção brasileira principal, superando com folga outros dois artilheiros precoces do selecionado nacional. E o jogo estava longe se ser uma barbada, como foi a Islândia,emSanta Catarina, para Ronaldo em 1994.

E também não foi um desses gols fáceis de fazer e de esquecer. Um chute quase da lateral do campo, com precisão cirúrgica, que entrou bem de leve no gol defendido pelos suecos. Ele manteve assim a sua sina de estréia arrebatadoras. Foi assim quando fez seu primeiro jogo como profissional, quando marcou gol e deu passes sensacionais na vitória do Internacional sobre o Palmeiras no Parque Antártica.

Foi assim também na primeira partida com a camisa do Milan, quando marcou outro golaço, contra o Napoli, no estádio San Siro. Se antes de entrar em campo, centenas de integrantes de seu fã-clube hostilizavam o técnico Dunga, depois do gol, todos os torcedores pasasaram a reverenciar o talento do jovem atacante do Milan. E Alexandre Pato foi aplaudido de pé por 60 mil torcedores no Emirates Stadium, após a partida.

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