O Dia Mundial do Diabetes foi celebrado nesta segunda-feira (14) e, para reforçar a data, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) faz o alerta sobre um problema de saúde pública presente em todo o mundo e com incidência crescente, sobretudo nos países em desenvolvimento. A faixa etária de maior prevalência é a partir dos 40 anos e quanto mais velha a população, maior a prevalência dessa enfermidade.
Essa situação é particularmente importante, pois a tendência de envelhecimento das populações brasileira e mineira é crescente. Diante deste cenário, a secretaria criou a rede Hiperdia, que tem como objetivo ampliar a longevidade da população, por meio de intervenções capazes de diminuir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares e diabetes.
De acordo com o coordenador estadual do programa Hiperdia, Aílton Cezário Alves, só será possível reduzir o número de casos de diabetes se houver um processo de promoção da saúde e do controle dos fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento da doença, como o tabagismo, álcool, sobrepeso e obesidade, que podem ser controlados com a prática de uma alimentação saudável e o combate ao sedentarismo.
O programa da secretaria é responsável por coordenar a estruturar a Rede de Atenção à Saúde dos portadores de hipertensão e diabetes de Minas, além das da Atenção Primária à Saúde, tais como a elaboração de novas diretrizes clínicas baseadas na estratificação de risco dos hipertensos e diabéticos e a organização da assistência.
Tipos de diabetes
Estima-se que em Minas Gerais cerca de 10% da população acima de 20 anos de idade sejam acometidas pelo diabetes, ou seja, cerca de 1.345.000 pessoas. Os tipos mais frequentes são: o diabetes tipo 2, que compreende cerca de 90% dos casos e o diabetes tipo 1, conhecido como diabetes juvenil, que compreende cerca de 10% do total de diabéticos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, estima-se que 60% a 90% dos portadores do diabetes do tipo 2 sejam obesos.

O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1, e o paciente pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos orais ou a combinação deles com insulina. Os principais sintomas são: infecções frequentes, visão embaçada, dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose.
Uma das peculiaridades do diabetes tipo 2 é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea, acarretando resistência insulínica.
Já o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por engano, porque o organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta autoimune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla, Lupus e doenças da tireóide.
Quem tem este tipo de diabetes precisa tomar injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar, pois sem a insulina, a glicose não consegue chegar até as células, que precisam da insulina para queimar e transformar o açúcar em energia. Também é importante manterem uma alimentação saudável e realizar atividades físicas. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.
Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar: vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.
Centros Hiperdia
Para a composição e o fortalecimento dessa rede, a secretaria prioriza a implantação de centros de Referência Secundária em Hipertensão e Diabetes, os centros Hiperdia. Eles têm como objetivo prestar assistência especializada aos portadores de Diabetes Mellitus, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e doença renal crônica.
Os centros são de referência microrregional e atendem aos usuários encaminhados pela atenção primária à saúde. Já são nove centros em funcionamento, nos seguintes municípios: Janaúba, Brasília de Minas, Jequitinhonha, Santo Antônio do Monte, Patrocínio, Itabirito, Itabira, Juiz de Fora e Viçosa. A previsão é sejam inaugurados até dezembro deste ano mais dois centros Hiperdia, em Patos de Minas e Santa Luzia.
Acesso aos medicamentos
A Saúde também disponibiliza para os diabéticos medicamentos para o tratamento da doença e também insulinas, fitas reagentes, glicosímetros, que auxiliam no auto-monitoramento da doença. Alguns hipoglicemiantes orais também são distribuídos pelo Estado, por meio do Programa Farmácia de Minas.
Para ter acesso a esse tipo de remédio, o portador de diabetes deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, onde receberá orientação de como ter acesso gratuito aos remédios e insumos prescritos pelo médico.
Outras informações em http://www.saude.mg.gov.br/politicas_de_saude/hiperdia-mineiro.

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