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Três grupos de traficantes que atuavam em Formiga foram alvos de uma grande operação conjunta entre as polícias Militar, Civil e Penal e Ministério Público na manhã desta quinta-feira (1º).

De acordo com informações repassadas em coletiva de imprensa, realizada na sede do Ministério Público, um dos grupos (o maior deles) traficava a chamada cocaína estrela, um tipo mais potente da droga, com maior poder alucinógeno.

O segundo grupo era composto por estudantes do curso de Direito, que vendiam drogas no interior de faculdade de Formiga. De acordo com o delegado regional Tiago Veiga Ludwig, a ação conseguiu atingir uma camada social mais elevada que, dificilmente, está envolvida nas ações cotidianas das policias, por se tratar de jovens com boas condições financeiras. “Infelizmente são alunos justamente do curso de Direito. Por isso sabemos que essa ação terá um efeito bem ‘pedagógico’”, comentou o delegado.

Já o comandante da PM, tenente-coronel Fábio Gotelip Júnior, não descartou a possibilidade de ações ainda mais ostensivas na região do centro universitário quando voltarem as aulas, para inibir crimes, como tem sido uma busca frequente da PM.

Já o terceiro grupo, além do tráfico de drogas, era envolvido com o crime de adulteração de veículos.

Além disso, durante as investigações foi constatado que uma loja de conveniências era usada como ponto de venda de drogas , tendo como “clientes”, especialmente caminhoneiros. No local foi apreendida uma máquina de cartão de crédito/débito para facilitar a venda dos entorpecentes.

De acordo com o promotor Ângelo Ansanelli Júnior, as investigações duraram sete meses. Já nesta quinta-feira foram cumpridos 21 mandados de prisão temporária, dois mandados de internação para menores e 35 mandados de busca e apreensão.

Desse total, segundo o promotor, apenas quatro mandados foram cumpridos fora de Formiga, nas cidades de Tiros e Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, onde dois investigados já cumprem pena no sistema prisional.

O saldo da operação até o momento é de 21 pessoas presas (19 homens e 2 mulheres); 2 Mandados de Apreensão de menores cumpridos e apreensão dos seguintes itens: 1 soco inglês; 1 simulacro de arma de fogo (pistola); 8 celulares; 1 drone; 1 máquina de cartão de crédito; 1 dichavador; uma porção de cocaína; uma porção de maconha; três buchas de maconha; quatro tabletes de maconha, três cigarros de maconha; um saquinho plástico contendo sementes de maconha; e a quantia de R$3.048 em dinheiro.

Efetivo

A operação contou com 83 policiais militares, 30 viaturas policiais, além de animais da Ronda Ostensiva Com Cães (ROCCA). Drones também foram usados na ação policial.
Da Polícia Civil foram empenhados 53 policiais, 11 viaturas e um helicóptero do Serviço Aerotático (SAT) da PC.

Dezesseis policiais penais em três viaturas também compuseram a operação para encaminhar, de imediato, os presos para a Penitenciária. “Nosso trabalho é otimizar o serviço das polícias. A partir do momento que são realizadas as prisões, são repassados esses presos imediatamente para a polícia penal e, com isso, o trabalho é agilizado”, comentou Ronaldo Gomides, diretor geral da Penitenciária.

A operação ainda contou com o apoio do poder Judiciário por meio da juíza Lorena Teixeira Vaz. “A atuação da juíza foi fundamental. Fazíamos pedidos em um dia e, praticamente no mesmo dia, ela já tinha uma decisão, agindo de forma muito rápida para que não perdêssemos as linhas de investigação. E isso em um tempo difícil como o de pandemia”, comentou o promotor.

Confira a coletiva na íntegra:

Nota de esclarecimento do Unifor-MG

Na noite desta quinta-feira (1º), o Centro Universitário de Formiga (Unifor-MG) emitiu nota sobre as prisões. Confira o texto na íntegra.

O UNIFOR-MG foi surpreendido, hoje, 1º de outubro, por uma reportagem sobre Operação Policial deflagrada na cidade em que se noticia a prisão de alunos de um de seus cursos, sem mencionar os respectivos nomes.

A Instituição de Ensino esclarece que as dependências do campus são diuturnamente fiscalizadas e também monitoradas por 105 câmeras de segurança, nunca tendo sido constatada qualquer anormalidade e, ainda, que desde o dia 16 de março de 2020, não existem sequer atividades presenciais de alunos, em razão da pandemia.

Enfatiza que, caso venha ser constatada e comprovada a ocorrência de ilícitos praticados por alunos em suas dependências, serão tomadas as medidas disciplinar e cabíveis, conforme o seu Regimento Interno.

Por fim, esclarece que em momento algum foi procurada pelas autoridades responsáveis pela investigação e que se encontra à disposição para colaborar, no que for possível, para elucidar a questão, tendo em vista que sempre prima pela ordem e segurança em suas dependências.

Formiga, 01 de outubro de 2020.

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA
    UNIFOR-MG

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