Os alunos em débito com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) já podem se preparar para pedir a renegociação da dívida. O prazo para fazer a solicitação será aberto na próxima segunda-feira (29). O saldo devedor chega a R$ 10 bilhões.

A adesão à repactuação dos valores vai até 29 de julho. A medida é válida para os contratos assinados até o segundo semestre de 2017. O atraso das prestações não pode ser inferior a 90 dias.

De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), de um total de 727.522 benefícios concedidos em todo o país, 416.137 (57%) estavam com o pagamento em atraso.

Alternativas

Os inadimplentes poderão pedir o reescalonamento ou o reparcelamento da dívida. A primeira opção é para quem ainda tem financiamento em fase de amortização. 

Tanto para essa modalidade quanto para o reparcelamento, os estudantes não podem ter sido acionados judicialmente pelo banco. Os beneficiados que discutem o débito na Justiça e quiserem participar da renegociação deverão renunciar ao processo em juízo. Além disso, quem aderir à medida terá que dar uma entrada correspondente ao maior valor entre 10% do montante consolidado do débito e R$ 1 mil. As novas prestações não podem ser inferiores a R$ 200. 

Para participar da renegociação, os interessados devem ir até a agência bancária onde o contrato foi celebrado. O fiador deve estar presente.
Após esse processo, o beneficiado e o fiador voltam à condição de adimplência junto ao Fies e os agentes financeiros efetuarão a baixa da restrição junto aos órgãos de proteção ao crédito. 

Lista de espera

Os estudantes pré-selecionados para o programa deste ano, na modalidade Fies (com juro zero), têm até a próxima terça-feira para complementar as informações no site fies.mec.gov.br. 

Em 2019, conforme o Ministério da Educação (MEC), foram ofertadas 100 mil vagas nessa opção de financiamento, cujo índice varia conforme a renda familiar do candidato.

A outra modalidade, a P-Fies, é destinada aos estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos. Nesse caso, os fundos constitucionais e de Desenvolvimento e com recursos dos bancos privados participantes.

 

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Fonte:

Hoje em Dia