A partir desta semana, os municípios mineiros devem começar a se preparar para o período de maior proliferação da dengue, intensificando as ações de prevenção e combate ao mosquito transmissor da doença. A circulação em Minas do subtipo 4 do vírus da doença pode aumentar o número de casos graves no verão. Com as chuvas e o calor, reservatórios com água parada são o ambiente propício ao desenvolvimento das larvas do Aedes aegypti.
Em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, a Prefeitura usa a homeopatia para combater a dengue e, em casos de infecção, amenizar os sintomas. Hoje, começam a ser distribuídos em postos de saúde e nas escolas doses de uma substância que contém traços de uma planta norte-americana, de fósforo mineral e de veneno de cobra-cascavel.
O produto não tem a recomendação do Ministério da Saúde nem da Secretaria de Estado de Saúde. Porém, desde 2008, quando a medicação homeopática em formas de gota começou a ser aplicada, a cidade tem registrado redução no número de casos. Não é uma vacina, mas diminui a suscetibilidade de a pessoa contrair a doença, principalmente na forma mais grave. Praticamente não temos mais casos de dengue hemorrágica e morte no município, explicou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Coronel Fabriciano, Jesuína Mendes. Em 2011, foram 1.175 notificações de casos de dengue na cidade.
Os municípios de Minas vão receber do Ministério da Saúde R$ 10,6 milhões para ampliar as ações contra a dengue. Para garantir os recursos, as Prefeituras devem apresentar um plano de contingência até o dia 15 de dezembro. As cidades devem cumprir metas, como manter um número adequado de agentes de controle de endemias, ter uma rede de saúde capaz de atender aos doentes, além de realizar levantamento periódico sobre a infestação da dengue.
A capital mineira irá receber mais de R$ 3 milhões do montante, que é dividido conforme a população de cada município. De acordo com o secretário adjunto municipal de Saúde de Belo Horizonte, Fabiano Pimenta, o recurso será investido em ações de mobilização e contratação de agentes de campo. Atualmente, são 1.500 profissionais, o que dá uma média de um para cada 821 imóveis. A União recomenda um agente para cada mil imóveis. Mesmo assim, podemos contratar mais.

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