O futuro é incerto, mas a história mostra que o passado nos aponta com certa facilidade como serão os nossos dias.
O ano de 2018 nasce com a esperança da escolha de um novo mandatário maior do poder no Brasil, o presidente da República.
Os acontecimentos dos anos recentes mostraram a necessidade de eleição de uma pessoa capaz de unir os brasileiros, gerar maior distributividade da renda, garantir os direitos constitucionais, zelar pela probidade pública dos seus atos e também de todos os seus subordinados, garantir o funcionamento eficaz e harmônico dos poderes da República.
A tarefa não é fácil, pois o país vive um momento conturbado de sua política e, consequentemente, de sua democracia. É preciso sedimentar os avanços democráticos, garantir o pleno funcionamento do Estado Brasileiro, fazer com que todas as instituições públicas cumpram o seu papel, elevar as probabilidades de crescimento econômico vigoroso com distribuição de renda e geração de riqueza. Assim, a instituição que tiver que executar, tem que executar; a que tem que legislar; tem que legislar, a que tem que julgar, tem que julgar.
Ao mesmo tempo, como ocorreu em diversas campanhas eleitorais anteriores, 2018 promete ser um ano de promessas eleitorais irrealizáveis e utópicas, onde os candidatos andarão por todo o país a sorrir e dar “tapinhas” nas costas do sofrido eleitor. Neste ano as reformas serão adiadas e até mesmo, colocadas de lado e esquecidas. A economia, por sua vez, vivenciará uma onda de crescimento às custas dos juros baixos, da euforia dos mercados de capitais, tudo de modo incentivado e até de certa maneira artificial para se conseguir a vitória nas urnas.
Logo após, pelo fato de que toda fatura dever ser paga, passado o ano de 2018, viveremos os amargores da realidade cruel do ano de 2019, o pós-eleição.
Os candidatos, já agora empossados, mudarão o discurso e mostrarão que os momentos são difíceis e exigem sacrifícios de todos. Defenderão reformas urgentes e farão gestão para estas serem aprovadas alicerçadas no aval concedido pelo resultado das urnas.
2019 será o ano da verdade política, o ano de desmentir promessas eleitorais fantasiosas, o ano de implementar reformas impopulares, o ano de aumento de impostos, o ano de arrocho fiscal.
É que existe uma diferença gritante entre o político candidato e político eleito, pois o mesmo candidato que dá “tapinha” nas costas para pedir o voto, quando eleito se esquiva do eleitor por não mais precisar do seu voto.
Ao povo somente resta aproveitar o ano de 2018 para reter recursos e provisões, com a finalidade de suportar e arcar com desafios difíceis do pós-eleição, principalmente não cedendo aos apelos de endividamento desnecessário.

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