Vamos correr a sacolinha (I)

A frase acima tornou-se bem conhecida no país na década de 80, quando se popularizou através de programa humorístico capitaneado por Chico Anísio, onde retratavam um “culto” em que os fiéis ali presentes eram convidados a depositar suas ofertas na “sacolinha” que lhes era apresentada.

Vamos correr a sacolinha (II)

A prática acima relembrada ainda ocorre por aqui. Não só em reuniões de cunho religioso, desta ou daquela seita ou religião, mas, mal comparando, é amplamente usada por candidatos que tentam buscar junto a seus eleitores, ou não, os recursos que lhes permitam financiar os gastos com suas campanhas de divulgação .

Vamos correr a sacolinha (III)

Visitando o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) você leitor poderá verificar com certa facilidade, em nome da transparência, tudo sobre o seu candidato, inclusive, verificando o quanto alguns “colaboradores” a ele destinaram, é claro,  no intuito de o auxiliarem a suportar os gastos com as campanhas (jornais, panfletos, santinhos, adesivos, vídeos, citrus, impulsionamento em redes sociais, etc).

Vamos correr a sacolinha (IV)

Analisando, neste município, os dados referentes a alguns candidatos a vereador, você verá que alguns, ao menos até esta sexta-feira (16), têm recebido dos eleitores, maior atenção. Um deles já obteve perto de R$ 30 mil como doação para sua campanha e em 10 analisados, outro obteve R$ 10 mil, outro R$ 5 mil e outros (menos cotados, é claro), não chegaram a registrar nem mesmo a baixa cifra de R$ 600. Quatro dos verificados continuam no sita do TSE, com zero de ajuda. Nem mesmo do partido receberam algo.

 Vamos correr a sacolinha  (V)

É importante observar que dentre os candidatos a prefeito, o que apresentou maior volume de recursos recebidos para a campanha, não chegou sequer a informar valor equivalente a 1/3 do declarado pelo vereador campeão no recebimento de doações.

Vamos correr a sacolinha  (VI)

Detalhe a observar: Os recursos acima referidos podem vir de doações de terceiros ou de suprimento feito pelo próprio candidato. Também é preciso registrar que estes valores podem ainda ser acrescidos ao longo do prazo legal e as despesas de campanha, assim como os nomes dos eventuais doadores, estão e estarão disponibilizados no site do TSE, podendo ser acessados por qualquer cidadão que se interesse pelo assunto.

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