Em reunião solene realizada na segunda feira (22), a Câmara Municipal, atendendo indicações dos vereadores, agraciou com o Título de Cidadania Honorária 18 apadrinhados pelos vereadores e 27 outros, com a Medalha 6 de junho.

O plenário da Câmara ficou lotado, pois além dos 45 homenageados, compareceram também os convidados dos mesmos, os quais testemunharam o importante ato cívico.

Confira a relação dos agraciados (por ordem alfabética).  

Título de Cidadania Honorária

  1. André Kuhn (não pôde comparecer e receberá em outra data)
  2. Cássio Tutrut Almeida
  3. Delmário Alves de Oliveira – Vereador Luiz Carlos Tocão
  4. Eudes Alves Cunha
  5. Fábio Gotelip Júnior
  6. Fernando Ferreira de Magalhães
  7. Fernando Weuller de Carvalho
  8. Guilherme de Sales Gonçalves
  9. Marcelo de Matos
  10. Marcelo Rodrigo Lopes
  11. Padre José Felipe Dalcégio
  12. Padre Maximiliano Delfino Cândido
  13. Senador Carlos Viana (não pôde comparecer e receberá em outra data)
  14. Tiago Veiga Ludwig
  15. Valdir Gonçalves da Fonseca
  16. Vilson da FETAEMG (não pôde comparecer e receberá em outra data)
  17. Vladimir Moreira Gomes
  18. Wemerson Lino Pimenta

Medalha de Honra ao Mérito

  1. Alaércio Vander da Silva
  2. Alessandra Cristina da Silva Teixeira
  3. Alexandre Eduardo Faria
  4. Bruno Adriani Mesquita Foschetti
  5. Chayana Lopes da Costa
  6. Cirineu José da Cunha
  7. Daniela Maria Oliveira Bottrel
  8. Eliana Aparecida Tavares de Faria
  9. Emmanuel Robson Gomes
  10. Felipe Basílio Nunes
  11. Geralda Ribeiro Marques – Dona Nenê
  12. Gonçalo José de Faria
  13. Inês Maria de Souza
  14. Jaime Ribeiro de Mendonça
  15. Josely Lima 
  16. Lilian Cristina Gonzaga
  17. Lucas Donner Gonçalves
  18. Melissa Pereira de Oliveira
  19. Reginaldo Henrique dos Santos
  20. Renata Mesquita Batista Soares
  21. Roberta Aparecida Rodrigues Ferreira
  22. Ronei Candido Alves
  23. Samuel Henrique Arantes
  24. Saray Borges Lima Soares
  25. Vicente de Paula Pimenta
  26. Viviane Tomasia Alves (não pôde comparecer e receberá em outra data)
  27. Wester da Silva Paiva

Formiguense em dose dupla:

A Câmara inovou e um formiguense é mais uma vez reconhecido como tal, ao ser agraciado com o título de cidadania honorária.

Dentre os 18 agraciados com o título de Cidadania Honorária, encontramos um cidadão formiguense que declarou haver nascido no antigo distrito de Córrego Fundo no ano de 1968.  Como o distrito àquela época pertencia ao município de Formiga, já que a emancipação do mesmo só se deu após a entrada em vigor da Lei 12.030, de 21/12/1995, nos parece que, agora temos por aqui, alguém que pode ostentar com orgulho e honra a “láurea” de ser bi-formiguense.  Registramos que todos os que nasceram no então distrito de Córrego Fundo em datas anteriores a dezembro de 1995, são, como já eram, cidadãos formiguenses.

A dúvida:

Como o Art. 3º da Lei 4629, de 28 de março de 2012, que “Institui os Títulos de Honraria e Cidadania Honorária e dá outras providências, em seu Artigo 3º diz que : “ os Títulos de Cidadania Honorária serão concedidos (àqueles) cuja naturalidade não seja formiguense, que mereçam especial destaque pelo relevante serviço à comunidade parda o desenvolvimento da mesma”; tudo indica que,  mais uma vez, a nossa Casa de Leis mostrou desconhecer a norma legal que ela mesma instituiu.  

Repeteco:

A reportagem obteve informação, ainda não confirmada, de que este não seria o primeiro agraciado no município com tão importante comenda, ostentando assim o honroso e inusitado título de “BI-CIDADÃO”.

Como nestes casos, os projetos de lei são sempre apreciados e aprovados pelas comissões constituídas para tal e, sempre são assinados pela Mesa Diretora, é provável que, em breve, o Legislativo melhor esclareça esta situação inusitada, agora criada.

Nota da Redação:

1 – Importante ressaltar que a reportagem em momento algum questiona a justeza da escolha ou os méritos que levaram à indicação do dito cidadão.  Apenas cobra, como é de seu dever, que a lei vigente seja cumprida. Também acredita que diante desta realidade, após melhor estudo e, se for o caso, talvez venha a ser revista a dita lei.   Importante também esclarecer que todos os nascidos em Ponte Vila, Baiões, Albertos, Papagaios, Rodrigues, Fazenda Velha, Boa Esperança e tantas outras localidades, muitas delas tratadas, ainda hoje como uma espécie de capitanias hereditárias, apesar da distância que as separa da sede do município, todos aqueles nelas nascidos, são formiguenses.  

2 – A reportagem se baseou apenas e tão somente nas informações trazidas a público pela própria Câmara quando o mestre de cerimônias leu um breve currículo de cada agraciado que, neste caso, assim se deu, resumidamente:  “ V.G.F. é filho de E.G.F. e L.C.F (ambos in memorian) e nasceu em Córrego Fundo no ano de 1968 (…)”.

Sabedores de que até dezembro de 95, quem ali nasceu é formiguense … julgamos ser pertinente o registro acima.

Sobre as homenagens (I)

São muitas as dúvidas levantadas por nossos leitores e encaminhadas à redação sobre assuntos pertinentes ao funcionamento e gastos do Legislativo. Dentre estas, a que mais se destacou nesta semana, versa sobre o valor que a Câmara em época de pandemia, desemprego e fome se espalhando por todos os cantos do município, estado, país e mundo, dispendeu para conceder as honrarias. Fato questionado por aqueles que, mesmo concordando que elas, (as honrarias), foram sim, entregues e destinadas a personalidades que as mereceram, deve ser respondido.  

Sobre as homenagens (II)

A resposta ao questionamento é simples. Sem considerar aqui os custos administrativos – (funcionários disponibilizados para que o evento pudesse ocorrer – veículos utilizados – despesas com telefone – comunicação – convites e outros, salários e despesas da máquina administrativa) –  isto desde a apresentação formal dos candidatos pelos senhores vereadores, até a solenidade final, e, somando apenas os gastos com confecção de troféus, medalhas, arranjos e outros, ao que foi apurado, gastou-se algo em torno de R$ 10 mil.

Sobre as homenagens (III)

Pelo número de agraciados e pensando na importância que solenidades como esta têm para os senhores vereadores – (especial no contato com o público eleitor) – e, entendendo  ser esta uma forma de se estimular o sentimento de cidadania por meio do reconhecimento dos bons serviços prestados ao município pelos homenageados,  assim como a necessidade e importância de se manter a tradição, os valores gastos e acima referidos, se comparados a outras despesas realizadas pelo Legislativo, não são assim tão exorbitantes, É claro que aqui não se discute sobre a oportunidade ou não, de se promover tal ato, neste momento. No caso em pauta, parece que não foram considerados   os fatores externos como a penúria que a pandemia e o desemprego têm imposto à população. Sabe-se que hoje, mais de 40% dela integra o contingente que vive de forma sofrida e miserável. Isto se analisados os índices oficiais de renda, desemprego e outros indicadores socioeconômicos produzidos por órgãos governamentais.  

Outros gastos (I)

A Câmara gastou até sexta-feira passada (19), valor apurado, algo em torno de R$ 80 mil, com viagens de vereadores.  Com diárias, foram, R$ 21.450 mil, com hospedagens R$ 17.243 mil e com passagens aéreas e outros meios de locomoção, R$ 9.953 mil.

Outros gastos (II)

Com assessores durante viagens, some-se mais R$ 2.980 mil e com servidores que os acompanharam, inclusive motoristas, nada menos que R$ 14.145 mil com diárias, R$ 13.514 mil a título de passagens e outros meios de locomoção.

Outros gastos (III)

O ítem “Hospedagem” dos vereadores, engloba também as despesas de matrículas e inscrições nos diversos cursos e eventos que, normalmente, se realizam em Brasília sob os auspícios da associação que nacionalmente os congrega.

Outros gastos: (IV)

Segundo se depreende das publicações que divulgam tais cursos, quase todos poderiam ser acompanhados pelos meios eletrônicos, portanto, a custos bem reduzidos se comparados com os efetivamente gastos.

Ausência de vereador:

O vereador Cid Corrêa, este ano, não indiciou nenhum candidato para ser homenageado, mas, esteve presente à solenidade.

Justificativa do vereador:

Questionado sobre as razões que o levaram a assim se posicionar, Cid foi curto e objetivo em sua resposta: “Num ano de dificuldades econômicas como este em que vivemos, acredito que toda e qualquer contenção de despesas deve ser feita em benefício daqueles que mais necessitam e, assim sendo, não me senti confortável a ponto de indicar candidatos”.

Fato inusitado:

Os poucos internautas que tiveram a oportunidade de acompanharem a solenidade via youtube, pelo Facebook, ou, diretamente por meio da janela disponibilizada no site da Câmara, (TV Câmara), ficaram sem saber por quais razões os Hinos Nacional e de Formiga não tiveram os áudios transmitidos no momento em que foram apresentados, como de praxe, no início da solenidade. Constatado o problema, na redação alguém justificou:  “talvez, novamente, a Câmara está se reinventando e pode estar lançando um novo modelo de minuto de silêncio. Só que diferentemente do conhecido e adotado mundialmente, com mais duração, extrapolando e muito os 60 segundos”.  

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