Antes, cartão postal de Formiga, hoje, ponto de drogas e albergue a céu aberto
É simplesmente absurdo o que se conseguiu em tão pouco tempo, em matéria de encobrir (desmistificar, apagar) o que se fez com a revitalização da Praça Ferreira Pires.
A falta de ação do Executivgo (planejada ou não), derrubou tudo o que foi planejado para ali ocorrer, após o investimento de recursos públicos lá empregados.
A história:
No final do governo anterior (Juarez Carvalho), inauguração da nova praça, agora já sem as velhas e frondosas árvores, que tradicionalmente eram as culpadas da insegurança que reinava pelo local.
Surgiu ali, uma nova praça, moderna, com construções de linhas arrojadas, chafariz de cidade grande (o famoso bidezão) que fazia a alegria da criançada no verão e atraía turistas.
Banheiros públicos modernos, uma banca de Revistas bem sofisticada e um local destinado ao funcionamento da Secretaria de Turismo, com placa chamativa e tudo o mais, também se somaram ao piso diferenciado que substituiu o antigo e à nova iluminação feérica.
Acontece que era final de governo e chegou o atual.
Ninguém explica os porquês, mas, a verdade é que a iluminação, semana sim, outra também, anda bem capenga. A limpeza do local, idem, e este jornal chegou inclusive a publicar fotos de animais pastando ao redor das poucas árvores que ali foram preservadas, não faz muito tempo.
Os banheiros, pela total falta de vigilância do poder público (ou será, inoperância?), se transformaram em ponto de distribuição de drogas e os vândalos deles tomaram posse. As reconstruções (remendos), vieram sendo feitas a conta-gotas ao longo destes quase três anos completos de governo e o resultado, bem, o resultado todo mundo sabe qual é. Assaltos, prostituição, distribuição de drogas e a praça que um dia foi do povo, agora ao que tudo indica é dos bandidos apesar dos Termos de Ajuste de Conduta firmados entre município, polícia, comerciantes e Ministério Público.
Os comerciantes e moradores do local, indefesos, continuam reclamando e os vereadores, ou melhor, o poder Legislativo, instalado naquela praça (será que ela ainda pode, assim ser chamada?),conivente e convenientemente, tem se calado ou melhor, quando se manifesta o faz timidamente.
Esta semana o coreto da praça se transformou em albergue (a exemplo da calçada da antiga Minascaixa) e ali se instala uma família que passou a habitar aquele logradouro.
Ali eles cozinham, copulam, brigam, promovem orgias, recebem os amigos transportadores da drogas, amedrontam e ameaçam os moradores.
E o poder público o que tem feito? A bem da verdade, nada. A não ser a propaganda mais que enganosa da Secretaria que antes se denominava de Ação Social e que agora, como grande beneficiária das verbas federais, ao que parece, mudou até de nome, talvez para justificar sua tarefa precípua de distribuidora de bolsas (esmola e outras, inclusive terrenos e moradias), até mesmo para parentes e mais chegados dos que atuam à frente daquela importante área.
O goleiro mudou de camisa, mas os hábitos ou cacoetes, ao que parece, continuam os mesmos!
Luz para todos é privilégio de uns poucos e sua negativa é castigo para outros, (ou melhor, foi muito bem apenas em áreas de interesse de outros projetos em andamento, especialmente, os de interesse político), Juventude Cidadã, ao menos aqui funcionou ao contrário – (quem comprova os empregos prometidos?), e o número de pedintes e moradores de rua, na cidade, aumentou.
A grita do vereador do PT, Maurílio Leão, em favor da Praça Ferreira Pires precisa ser melhor ecoada. O secretário Jaderson não precisa explicar porque mudou de partido, (este é um direito seu), mas, em permanecendo no cargo, precisa responder a estas e a muitas outras questões pertinentes à sua pasta.

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