Deve sair nesta semana a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o uso da vacina contra a covid-19 Spintec, desenvolvida pela UFMG, para testes em humanos. Os documentos pedindo a autorização foram enviados pela universidade na sexta-feira (30). Se houver o aval da Anvisa, esses estudos devem começar em setembro.

Em entrevista coletiva nesse domingo (1º), a pesquisadora da UFMG Santuza Teixeira afirmou que o custo de produção do imunizante é bem inferior ao valor pago pelo Brasil para importar doses da Pfizer e da AstraZeneca.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que mantém conversas com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para que a Spintec seja integrada ao Plano Nacional de Imunização para ser usada em eventual campanha anual contra o novo coronavírus.

Estudos

O teste de fase I deve ser realizado em cerca de 40 voluntários. Nele, será avaliado se o imunizante não gera efeitos adversos em humanos. Na segunda fase, que deve ter de 150 a 300 pessoas recebendo a dose, será analisada a capacidade de imunização da vacina. Os testes serão feitos em pessoas de 18 a 59 anos que já tenham tomado a Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan.

Reforço

A vacina deve começar a ser aplicada no primeiro trimestre de 2022, conforme previsão dos pesquisadores. Com isso, ela deve ser usada como dose de reforço. A tecnologia usada para produção do imunizante é 100% brasileira. 

Fonte: Itatiaia

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