Da Redação – Paulo Coelho

O s vereadores José Geraldo da Cunha (Cabo Cunha), Marcelo Fernandes, Wilse Marques, Flávio Martins e Evandro Donizeth da Cunha (Piruca), contando ainda com o voto de Mauro César (presidente), mantiveram o veto do prefeito Eugênio Vilela em proposta aprovada por eles próprios há poucos dias.

O projeto de Lei Complementar 71/2020, aprovado por unanimidade em 20 de abril deste ano diz:

A mudança radical de posição se deu durante a reunião virtual desta segunda-feira (18), que também contou com a presença do prefeito Eugênio Vilela e do presidente do Sintramfor, Natanael Alves, que do plenário do Legislativo se dirigiram aos vereadores que os acompanhavam virtualmente, após o presidente explicar que eles ali estavam de acordo com o previsto no Regimento da Casa e, para tanto, submeteu aos seus pares a decisão de também acolher na Tribuna o presidente Natanael.

Eugênio justifica o veto

Justificando seu veto,  Eugênio  citou alguns números chamando a atenção dos vereadores para a baixa de arrecadação provocada pela COVID-19, que, neste município, apenas nas rubricas de FPM e ICMS, no mês de abril, se comparado ao mesmo mês do exercício anterior chegou a R$ 2.390 milhões.

Para o prefeito, persistindo a crise que ninguém pode afirmar quando passará, há sim o risco de,  a exemplo do que já ocorre em Minas, haver neste município o atraso, dentre outros compromissos, do pagamento da folha de salários dos servidores.

Diante disto, o prefeito apelou aos vereadores para que eles mudassem suas opiniões sobre a validade do projeto que eles próprios haviam aprovado, por unanimidade, desta feita, não derrubando o veto nele aposto.

Disse também que a propalada ajuda financeira oriunda do governo federal, se sancionada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, aqui chegará em três parcelas a partir do final de maio, mas que ela não cobre 1/3 das perdas havidas na arrecadação.

O presidente do Sintramfor, Natanael Alves – Reprodução

O presidente do Sintramfor fez uso da palavra e frisou que ali se encontrava cumprindo o dever de defender os interesses do funcionalismo público que representa e que, com coragem e altivez, enfrentava as eventuais críticas da parte dos que entendessem que, com tal atitude, o mesmo está a serviço do Executivo.

Justificando a mudança de posição

O vereador Cabo Cunha – Divulgação Câmara

Dentre os que modificaram seu voto, apenas o vereador Cabo Cunha fez uso da palavra, relembrando, como já é hábito seu, algumas conquistas sociais (UPA, Casa de Apoio em BH e as lutas em favor de direitos do funcionalismo) que só existem por iniciativa /ou apoio dele.

Para Cunha se há um vislumbre de ocorrer atraso no pagamento do funcionalismo – (não se sabe quando) – e se ele pode ajudar a evitar de alguma forma; “contem com meu apoio”, disse durante a reunião. 

A conclusão de seu raciocínio, como já é de praxe na nova formatação das reuniões, não foi ao ar pois, o “mestre de cerimonias”, o presidente da Mesa, tem sido “cruel”, neste aspecto. “Tempo esgotado, palavra cortada!”.

O presidente da Casa Legislativa durante a reunião desta segunda-feira – Reprodução

Por outro lado, como bom político que é, desfazendo a impressão dos que possam confundi-lo, criticando sua maneira de agir próxima a atos de tirania; mesmo cortando a palavra da vereadora Joice, que reconhecidamente se serve de péssimo serviço de internet, Mauro após interrompê-la, diz que agradece a ilustre e combativa vereadora pela gentileza e compreensão…

Os demais vereadores que modificaram seus votos não exerceram o direito de palavra para justificar os novos posicionamentos. “Coincidentemente” todos estão filiados no mesmo partido, o Democratas (DEM),  e o puxão de orelhas anunciado na semana passada por Celinho, presidente da sigla em Formiga, já era um indicador de que mudanças de posicionamentos poderiam vir a ocorrer.

 Piruca, Wilse, Marcelo, Flávio Martins e, provavelmente, Cabo Cunha devem ter tido razões suficientes para adotarem tais condutas. A incerteza da aceitação de suas pré-candidaturas pode ser uma das por eles levadas em consideração. 

Joice e Flávio Couto

Ambos compuseram a comissão que analisou o veto e deixaram claro o posicionamento que firmaram a partir de minucioso estudo da matéria em análise, tudo sob a ótica da constitucionalidade. 

Flávio Couto chegou a dizer que é político e de palavra e por esta razão mantinha o voto pela derrubada do veto, conforme conclusão a que chegou juntamente com Joice, em reunião da comissão.

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