Lorene Pedrosa

Moradores do bairro Novo Santo Antônio estão incomodados com o mato que tomou conta de várias ruas do bairro, inclusive do entorno do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde muitos pacientes permanecem durante todo o dia.

A preocupação com a situação de ruas Sebastião Jorge Lasmar, Clotildes Prado e outras vias próximas, aumentou após o aparecimento, na noite de domingo (2), de uma cobra cascavel, na garagem de uma residência.

Segundo moradores, a falta de capina deixa a área que já tem uma iluminação insuficiente à noite, ainda mais escura e, consequentemente, perigosa.

Outra preocupação é com os pacientes do Caps, que caminham pelos gramados e se aglomeram em alguns pontos do centro onde o mato está bem alto. O medo de quem mora na região e acompanha o trabalho no centro é de que, por muitos dos pacientes estarem sob efeito de medicamentos fortes, tenham capacidade de defesa de animais peçonhentos diminuída, fazendo com que sejam ofendidos.

O problema está ocorrendo no bairro escolhido pela Secretaria de Gestão Ambiental para fazer testes da capina flamejante, alvo de muita controvérsia na cidade, porém, nas ruas em questão, nenhum serviço foi feito nos últimos meses.

De acordo com uma moradora da região, funcionários da pasta chegaram a dar uma “desbastada” no mato, mas que não foi tirado o lixo acumulado no local e que, da forma que o serviço foi feito apenas para “deitar o mato”, em poucos dias o problema havia retornado.

Gestão Ambiental
De acordo com o secretário de Gestão Ambiental, Leyser Rodrigues, outra reclamação de uma moradora já foi registrada junto à pasta devido a situação daquela localidade. Porém, nesse momento, os servidores da secretaria estão empenhados em realizar a limpeza de escolas devido ao retorno das aulas na próxima semana, de algumas UBS’s e de vias em que o crescimento do mato está dificultado a visibilidade de motoristas e causando outros problemas.

“Mesmo com o número reduzido que temos de funcionários estamos focados em realizar a limpeza da cidade, porém, com o excesso de chuvas que, aliado ao clima, propiciou um crescimento acima do normal do mato e problemas de falta de conscientização da população que descarta uma quantidade absurda de lixo nas ruas, fica mais difícil, porém, terminados os serviços emergenciais será retomada a capina nos bairros. Acredito que isso ocorra no final do mês”, comentou Leyser.

De acordo com o secretário, os trabalhos de capina deverão ser iniciados no bairro Ramiro Batista, onde a situação está crítica, mas tão logo seja possível espalhar as equipes, o trabalho será feito no Novo Santo Antônio.

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