Do total de 495 municípios mineiros que se inscreveram na primeira fase do programa Mais Médicos para o Brasil, apenas 67 serão contemplados com profissionais para atuar na atenção básica à saúde ? 13,5% da demanda. Ao todo, Minas Gerais vai receber 156 profissionais.
E não foi apenas em Minas que a distribuição dos médicos ficou aquém da expectativa. Em todo o país, 3.511 municípios pediram reforço e 626 foram contemplados. Dos 15.460 profissionais solicitados, apenas 1.753 serão enviados às cidades brasileiras ? 11% dos postos de trabalho serão ocupados.
Segundo o governo federal, o baixo aproveitamento aconteceu porque a maioria dos médicos optou, em seu cadastro, por cidades mais desenvolvidas, como capitais e regiões metropolitanas. Assim, cidades que não foram marcadas por médicos em sua inscrição ficaram de fora. E aquelas que apareceram com mais frequência ficaram com os profissionais que se cadastraram primeiro. Ainda segundo o Ministério da Saúde, 4.657 profissionais completaram o cadastro para participar do plano.
Segundo a lista divulgada ontem pelo governo federal, das 626 cidades que vão receber médicos, 24 são capitais e 159 estão em regiões metropolitanas.
Ranking
Mesmo com o baixo aproveitamento, Minas é o segundo estado do país que mais vai receber médicos, ficando atrás apenas da Bahia. A cidade mais contemplada será Belo Horizonte, com 38 profissionais ? número ainda abaixo do que havia sido solicitado, 120.
No segundo lugar do ranking estadual aparece o município de Caratinga, na região da Zona da Mata. Considerada prioritária pelo Ministério da Saúde, ela vai receber oito médicos.
Caminho
Os médicos selecionados para essa fase do programa têm até amanhã para confirmar o interesse nos postos. Os estrangeiros ainda não foram contemplados ? eles têm até 8 de agosto para completar o cadastro. Uma segunda fase de adesões para os brasileiros será aberta, ainda sem data, para as vagas remanescentes.
?O Mais Médicos foi criado com o objetivo de ampliar o atendimento à população na atenção básica e, com essa ação, estamos garantindo que o profissional será alocado exatamente nas regiões onde faltam médicos?, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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