Apesar da liberação de vultosas verbas, obras no Geraldo Veloso continuam na promessa

O valor liberado até agora, ultrapassa R$2 milhões (apenas a parte dos governos federal e estadual, sem contar com a contrapartida do município), mas de obra mesmo, foi feita apenas a terraplanagem e o muro de arrimo.

O valor liberado até agora, ultrapassa R$2 milhões (apenas a parte dos governos federal e estadual, sem contar com a contrapartida do município), mas de obra mesmo, foi feita apenas a terraplanagem e o muro de arrimo.

De 2013 para cá, foram aprovados pelo Legislativo e posteriormente sancionados pelo prefeito Moacir Ribeiro, projetos de lei que previam a construção de um Centro de Educação Infantil, um posto de saúde e a chegada de outros benefícios para os moradores do bairro Geraldo Veloso e adjacências, mas basta andar pela localidade para ver que apesar das vultosas verbas liberadas, nada foi feito.
Em breve, outras 300 famílias passarão a morar nesta mesma área. No dia 12 de abril deste ano, foi realizado o sorteio do programa Minha Casa Minha Vida, para o residencial Tino Pereira. Mais um bairro que será criado sem condições de oferecer infraestrutura de educação, saúde e lazer aos moradores, que também poderiam desfrutar das obras que já deveriam estar concluídas no Geraldo Veloso.
Por lei, 6% do valor total do empreendimento (residenciais do programa federal) devem ser destinados à construção de equipamentos públicos como escolas, postos de saúde, praças etc. No caso do Residencial Geraldo Veloso, esse valor fica entre R$ 1,6 milhão e R$ 1,8 milhão, segundo dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano. O valor liberado até agora, ultrapassa R$2 milhões (apenas a parte dos governos federal e estadual, sem contar com a contrapartida do município), mas de obra mesmo, foi feita apenas a terraplanagem e o muro de arrimo, ainda no início do ano passado, no terreno em que a Prefeitura pretende (só não se sabe quando), construir o Centro de Educação Infantil (CEI) do bairro, que atenderá, a princípio, 120 crianças, com idade entre 0 e 5 anos.
Em março do ano passado, a Prefeitura divulgou que a primeira parcela para a construção do CEI, no valor de R$ 212.473,85, já havia sido liberada e a empresa responsável pela obra, a Casaalta Construções Ltda, já havia sido escolhida. Ainda segundo a administração, a obra seria realizada com recursos federais a um custo total de R$ 1.024.190.
Já no dia 16 de maio de 2014, em visita ao terreno da escola, Moacir informou que, uma verba de R$ 1,035 milhão para a construção da unidade de saúde no Geraldo Veloso já havia sido depositada pelo Governo do Estado e que a licitação para a construção do posto já estava sendo providenciada. Na mesma oportunidade, foi prometida a instalação de um Centro de Referência em Assistência Social (Cras) no bairro, o que também não ocorreu.
O jornal já buscou por diversas vezes, informações junto à Secretaria de Comunicação, para saber o que foi feito das verbas e qual a pretensão de retomada dos trabalhos da creche e início das obras da Unidade Básica de Saúde, além da implantação dos programas sociais, cujas verbas de mais de R$100 mil já foram liberadas, mas apesar da insistência, nenhuma reposta foi enviada.
Apenas de setembro de 2014 até agora, três importantes projetos de lei referentes a benefícios para o Geraldo Veloso foram aprovados e sancionados.
Para a construção da Unidade Básica de Saúde do bairro, foi liberada pelo Estado, uma verba no valor de R$1.050 milhão, por meio da Lei 4962, de 11 de setembro de 2014.
Na Lei 5014, de 5 de fevereiro de 2015 é autorizada a abertura de crédito especial no valor de R$ 1.110.879,50 também para a construção da UBS do Geraldo Veloso.
Já a Lei 5016, de 13 de fevereiro de 2015, autorizou a abertura de crédito especial no orçamento vigente para a implementação de trabalhos sociais no mesmo bairro.
Núcleo de Estudos e Ações
Em busca de apoio e da efetivação dos direitos dos moradores do bairro Geraldo Veloso, Ércio Rocha e Vila Nova das Formigas, recentemente foi criado o Núcleo de Estudos e Ações (Nea Lagoa).
Com reuniões realizadas todas as segundas-feiras, no Centro Social do bairro, o grupo formado por um número reduzido de moradores estuda meios de cobrar das autoridades a construção das obras prometidas e com verbas já liberadas, além de formas de melhorar a qualidade de vida dos moradores da região.
?Estamos ainda iniciando o trabalho, mas o nosso desejo é fazer ouvir a voz da população desses bairros, hoje marginalizada por falta de competência e atitude administrativa. Já chegaram a deixar nossos filhos sem condições de ir à escola por não quererem pagar a condução que é direito dos alunos. As coisas não podem continuar como estão. Somos milhares de pessoas nessa área e nada foi feito em nosso benefício?, comentou um dos membros do Nea.

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Apesar da liberação de vultosas verbas, obras no Geraldo Veloso continuam na promessa

O valor liberado até agora, ultrapassa R$2 milhões (apenas a parte dos governos federal e estadual, sem contar com a contrapartida do município), mas de obra mesmo, foi feita apenas a terraplanagem e o muro de arrimo.

O valor liberado até agora, ultrapassa R$2 milhões (apenas a parte dos governos federal e estadual, sem contar com a contrapartida do município), mas de obra mesmo, foi feita apenas a terraplanagem e o muro de arrimo.

De 2013 para cá, foram aprovados pelo Legislativo e posteriormente sancionados pelo prefeito Moacir Ribeiro, projetos de lei que previam a construção de um Centro de Educação Infantil, um posto de saúde e a chegada de outros benefícios para os moradores do bairro Geraldo Veloso e adjacências, mas basta andar pela localidade para ver que apesar das vultosas verbas liberadas, nada foi feito.

Em breve, outras 300 famílias passarão a morar nesta mesma área. No dia 12 de abril deste ano, foi realizado o sorteio do programa Minha Casa Minha Vida, para o residencial Tino Pereira. Mais um bairro que será criado sem condições de oferecer infraestrutura de educação, saúde e lazer aos moradores, que também poderiam desfrutar das obras que já deveriam estar concluídas no Geraldo Veloso.

Por lei, 6% do valor total do empreendimento (residenciais do programa federal) devem ser destinados à construção de equipamentos públicos como escolas, postos de saúde, praças etc. No caso do Residencial Geraldo Veloso, esse valor fica entre R$ 1,6 milhão e R$ 1,8 milhão, segundo dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano. O valor liberado até agora, ultrapassa R$2 milhões (apenas a parte dos governos federal e estadual, sem contar com a contrapartida do município), mas de obra mesmo, foi feita apenas a terraplanagem e o muro de arrimo, ainda no início do ano passado, no terreno em que a Prefeitura pretende (só não se sabe quando), construir o Centro de Educação Infantil (CEI) do bairro, que atenderá, a princípio, 120 crianças, com idade entre 0 e 5 anos.

Em março do ano passado, a Prefeitura divulgou que a primeira parcela para a construção do CEI, no valor de R$ 212.473,85, já havia sido liberada e a empresa responsável pela obra, a Casaalta Construções Ltda, já havia sido escolhida. Ainda segundo a administração, a obra seria realizada com recursos federais a um custo total de R$ 1.024.190.

Já no dia 16 de maio de 2014, em visita ao terreno da escola, Moacir informou que, uma verba de R$ 1,035 milhão para a construção da unidade de saúde no Geraldo Veloso já havia sido depositada pelo Governo do Estado e que a licitação para a construção do posto já estava sendo providenciada. Na mesma oportunidade, foi prometida a instalação de um Centro de Referência em Assistência Social (Cras) no bairro, o que também não ocorreu.

O jornal já buscou por diversas vezes, informações junto à Secretaria de Comunicação, para saber o que foi feito das verbas e qual a pretensão de retomada dos trabalhos da creche e início das obras da Unidade Básica de Saúde, além da implantação dos programas sociais, cujas verbas de mais de R$100 mil já foram liberadas, mas apesar da insistência, nenhuma reposta foi enviada.

Apenas de setembro de 2014 até agora, três importantes projetos de lei referentes a benefícios para o Geraldo Veloso foram aprovados e sancionados.

Para a construção da Unidade Básica de Saúde do bairro, foi liberada pelo Estado, uma verba no valor de R$1.050 milhão, por meio da Lei 4962, de 11 de setembro de 2014.

Na Lei 5014, de 5 de fevereiro de 2015 é autorizada a abertura de crédito especial no valor de R$ 1.110.879,50 também para a construção da UBS do Geraldo Veloso.

Já a Lei 5016, de 13 de fevereiro de 2015, autorizou a abertura de crédito especial no orçamento vigente para a implementação de trabalhos sociais no mesmo bairro.

Núcleo de Estudos e Ações

Em busca de apoio e da efetivação dos direitos dos moradores do bairro Geraldo Veloso, Ércio Rocha e Vila Nova das Formigas, recentemente foi criado o Núcleo de Estudos e Ações (Nea Lagoa).

Com reuniões realizadas todas as segundas-feiras, no Centro Social do bairro, o grupo formado por um número reduzido de moradores estuda meios de cobrar das autoridades a construção das obras prometidas e com verbas já liberadas, além de formas de melhorar a qualidade de vida dos moradores da região.

“Estamos ainda iniciando o trabalho, mas o nosso desejo é fazer ouvir a voz da população desses bairros, hoje marginalizada por falta de competência e atitude administrativa. Já chegaram a deixar nossos filhos sem condições de ir à escola por não quererem pagar a condução que é direito dos alunos. As coisas não podem continuar como estão. Somos milhares de pessoas nessa área e nada foi feito em nosso benefício”, comentou um dos membros do Nea.

 

Redação do Jornal Nova Imprensa

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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