O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG) se mobiliza nesta sexta-feira (14) para paralisar os serviços administrativos do Estado a partir da próxima semana. Segundo Geraldo Henrique, diretor político do sindicato, setores como Educação, Segurança e secretarias devem ser afetados.

“A previsão é que comecemos na terça-feira (18). Temos uma base de 30 mil servidores, que estão se mobilizando conosco pelas redes sociais desde que o governo anunciou que não vai se reunir conosco hoje”, explicou Henrique. 

No posicionamento oficial do Sindpúblicos, os servidores repudiam a decisão e classificam como desrespeitosa e irresponsável a atitude do governo. “Sofremos ao longo dos anos com o governo descompromissado, que divulgou datas de pagamento que não cumpriu, parcelou nossos salários e sequer se dignou a nos receber”, diz trecho da nota.

Insatisfação generalizada

Outros setores do funcionalismo público de Minas Gerais também se manifestaram contra o adiamento. Os servidores do Sistema Estadual de Saúde, que estão de greve desde essa quinta-feira (13), protestaram na Praça da Liberdade na manhã desta sexta. Havia uma assembleia marcada para discutir os próximos passos da mobilização após a reunião, mas como ela foi adiada, a previsão, segundo a assessoria do Sind-Saúde, é que a greve continue.

Os servidores da segurança, que já fecharam o Detran-MG da Gameleira, em BH, na última segunda-feira, prepara outra mobilização para a próxima (17). “O servidor aguarda ansiosamente pelo menos a publicação da comunicação sobre o 13º e eles adiam. Sabe-se lá se adiarão de novo no dia 19. Continuamos com nossas contas vencendo, com problemas para sustentar nossas famílias, e eles continuam não nos tratando como cidadãos”, afirmou Aline Risi, diretora do Sindicato dos Escrivães e da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis. 

Ainda na segurança, outro sindicato que se posicionou contrário ao adiamento foi o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindipol). Zé Maria de Paula, presidente da organização, afirmou que já esperava a atitude e se preocupa com a transição entre os governos. “O governo está brincando conosco, estamos de olho nisso, tinha o compromisso de pagar o salário em duas vezes, agora parcelou em três. Imagine se chega dia 28 e ele não paga a terceira parcela, dia 2 ele também não paga porque já será outro governo”, protestou.

Entre os policiais militares, o sentimento também é de revolta. Nas palavras do sargento Marco Antônio Bahia, presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), “mais uma vez nossa categoria está frustrada com o governo que insiste em parcelar o nosso salário e mais uma vez adia o anúncio sobre o 13º. Criamos uma expectativa muito grande sobre esse anúncio e agora a tropa está em polvorosa”. O líder da associação, entretanto, disse que não há nenhum movimento para paralisação dos serviços. “Vamos continuar trabalhando na esperança de que o governo resolva essa situação para que continuemos servindo o povo mineiro”.

 

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Hoje em Dia