O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou, em comunicado divulgado nesta segunda-feira (18), que a data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 “não é imutável”. Segundo o órgão, “diversos fatores ainda estão incertos” – por isso, por enquanto, a aplicação está mantida para novembro.

Entidades estudantis, universidades e colégios federais pedem o adiamento da avaliação, argumentando que os alunos mais pobres não têm acesso ao ensino remoto durante o período de suspensão das aulas presenciais. Consequentemente, haverá uma ampliação das desigualdades sociais se o calendário inicial não for alterado.

Em nota, o Inep ressalta que, como “ainda estamos enfrentando a situação de emergência de saúde pública”, por causa da pandemia do novo coronavírus, não é possível tomar decisões por ora.

O órgão diz também que “está buscando garantir a execução adequada (do Enem), não apenas para cumprir com seu dever institucional, mas, principalmente, para não prejudicar mais ainda a sociedade brasileira”.

O Enem recebeu, até este domingo (17), 3.548.099 inscrições.

Pedidos de adiamento

De acordo com o portal G1, mesmo diante de pedidos para o adiamento das provas, por causa da pandemia do novo coronavírus, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que as datas estão mantidas, “por enquanto”.

Já o presidente Jair Bolsonaro afirmou, na última quarta-feira (13), que o Enem pode ser adiado “um pouco”, mas que precisa ser realizado ainda em 2020.

Pelo cronograma inicial, a avaliação ocorrerá em:

  • 1º e 8 de novembro: versão presencial
  • 22 e 29 de novembro: versão digital (inédita)

Inscrições

Para participar do exame, os alunos devem entrar no site no site https://enem.inep.gov.br/ até o dia 22 deste mês  e informar o número do CPF e do RG. Será criada uma senha de acesso que também permitirá verificar o cartão de confirmação e os resultados do candidato.

Além disso, é preciso ter um número de celular e um e-mail válidos para receber os comunicados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Fonte: G1

 

 

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