Após a festa de ano novo, a praia de Copacabana amanheceu neste domingo (1º) castigada, tanto pelo tempo chuvoso quanto pela quantidade assustadora de lixo que foi deixada para trás. O trabalho árduo dos garis começou às 5h de ontem, assim que o dia clareou. Foram recolhidas 370 t de resíduos, um aumento de 25% em relação ao ano passado.
O público não atendeu aos pedidos das autoridades para que levassem seus sacos plásticos e recolhessem seu próprio lixo. Lixeiras estavam espalhadas pela orla, porém, houve quem alegasse que eram poucas unidades e que, as que tinham, estavam todas cheias.
O secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Osório, disse na manhã de ontem que o trabalho de limpeza nas praias desde o Leme até o Recreio deveria ser concluído ainda ontem. Cerca de 3.800 garis atuavam na orla. Osório estima que, pelo volume de lixo encontrado no chão, o público em Copacabana neste réveillon deve ter sido superior ao da virada de 2010/2011. Ainda de acordo com Osório, as lixeiras plásticas de 240 l, colocadas em duplas e amarradas no calçadão e na areia, estão facilitando o trabalho dos garis.
?Estamos fazendo a maior operação de limpeza urbana no mundo. Neste ano, observamos muita quantidade de garrafas de vidro e de espumante no chão. Esta é uma questão para se discutir com a Ordem Pública e para alertar os cariocas para o próximo ano.
Segundo a Secretaria municipal de Saúde, a maioria dos 1.645 atendimentos realizados entre as 17h do dia 31 dezembro e as 5h30m do dia 1º de janeiro nos sete postos médicos montados na orla de Copacabana foram por cortes nos pés e nas pernas ou intoxicação alcoólica.
São Paulo
Cerca de duas milhões de pessoas acompanharam, sob chuva, o réveillon na av. Paulista, segundo a organização do evento. A queima de fogos durou 13 minutos. Não houve registro de ocorrências significativas.

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