Depois do tomate, que em 12 meses até março teve alta de 122,1% no preço, segundo o IBGE, agora é a vez da batata e do mamão Havaí ocuparem o lugar de vilões da inflação da alimentação entre os hortifrutigranjeiros. Conforme levantamento do site Mercado Mineiro, o incremento mais expressivo foi do mamão Havaí, com 52,78%. O preço médio do quilo da fruta saltou de R$ 4,49 em março para R$ 6,86 em maio.
O segundo maior aumento foi da batata, cujo o quilo passou de R$ 3,41 para R$ 4,70 nos sacolões de Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana, o que representa alta de 37,83%.
Produto presente na culinária tradicional mineira, o quiabo também subiu bem e está 36,90% mais caro em maio na comparação com março. Em março, o preço médio era de R$3,55. Em maio, foi para R$ 4,86.
Já na trajetória de queda em maio se destacaram o tomate, a couve-flor e o repolho. De acordo com a pesquisa, que analisou o comportamento dos preços em dez sacolões, o quilo do tomate ficou 42,44% mais barato. Em março, o produto era encontrado por R$ 5,89. Agora, está por R$ 3,39.
A couve-flor passou de R$ 4,64 para R$ 3,24, o que significa um recuo de 30,17%. No caso do repolho, a queda no preço médio foi de 29,32%. Em março, o consumidor pagava em média R$ 2,26 pelo produto, que em maio era encontrado por R$ 1,88.
Nos sacolões da região metropolitana, os consumidores já perceberam a mudança nos preços. A manicure e cabeleireira Inêz Alves Teixeira conta que o que pesa mais no seu orçamento entre as três altas destacada pela pesquisa é o mamão. ?Eu, meu marido e meus três filhos comemos mamão todos os dias no café da manhã?, diz.
De acordo com ela, a cebola também ficou mais cara. ?Eu comprava por R$ 1,99 o quilo, agora pago R$ 4?, reclama. Já a faxineira Terezinha Lopes aponta a batata como a pior alta e diz que já percebeu a queda no preço do tomate.

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