Não é a primeira vez que o apresentador da TV Alterosa, Stanley Gusman ofende alguém em seus programas, como ocorreu na terça-feira (9) quando fez um comentário racista ao vivo e constrangeu o repórter Rafael Martins (confira vídeo abaixo).

Ao menos quatro processos por calúnia e difamação e por danos morais foram impetrados na Justiça contra ele nos últimos anos. Em duas das ações, já julgadas em primeira instância, ele foi condenado a desembolsar mais de R$1 milhão. Outras duas supostas vítimas acionaram a Justiça para reivindicar um total de R$139 mil.

Nessa quinta-feira (11), o Ministério Público de Minas Gerais (PMMG) instaurou procedimento investigatório para apurar mais um crime do qual Gusman é suspeito, dessa vez por racismo. Na terça-feira, durante o programa “Alterosa Alerta”, ele afirmou ao vivo, quando conversava com o repórter Rafael Martins e se referiu ao ex-diretor do Ibope Carlos Augusto Montenegro: “O nome do cara é Montenegro! Se ele fosse bom, seria Montebranco!”.

Carlos Augusto Montenegro (Foto: Divulgação)

“O apresentador é uma pessoa racista, pequena e com pouquíssimo Ibope. Obviamente fazendo papel de palhaço”. Poucas, mas duras foram as palavras de Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Instituto, sobre os comentários tecidos a seu respeito pelo apresentador .

Por meio de sua assessoria, Montenegro comentou nesta quarta-feira (10) que não entrará na justiça contra o jornalista e lamentou “profundamente comentário de tamanho mau gosto e bastante idiota”

A Promotoria de Direitos Humanos informou  que requisitou imagens da emissora para, somente depois de analisar as gravações, decidir sobre o andamento do processo.

O repórter pediu demissão da empresa. “Nunca me senti tão constrangido e desconfortável como na edição dessa terça-feira”, disse Martins, que também é deputado estadual pelo PSD.

R$1 milhão

Em agosto de 2017, o apresentador foi condenado a pagar indenização de R$1 milhão a um homem que estava em uma delegacia, como testemunha de um flagrante de posse ilegal de armas, mas foi tratado no programa como se fosse ladrão de cargas.

Stanley e a emissora na qual ele trabalhava na época recorreram da sentença, e o caso ainda tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

“Inútil”

Em setembro do ano passado, Stanley e a TV Alterosa foram condenados a indenizar em R$25 mil, por danos morais, uma juíza que atua em Divinópolis. Ele chamou a magistrada de “inútil”, entre outros termos ofensivos que usou ao se referir a ela.

Embora a juíza tivesse determinado urgência na realização da cirurgia de um homem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nenhuma medida havia sido tomada pelo poder público em relação ao paciente.

Vereador e PM pedem indenização

Mauro César (Foto: Divulgação)

Ao menos dois processos contra o apresentador Stanley Gusman aguardam julgamento em primeira instância. Em um deles, um vereador de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, pede indenização de R$39 mil por dano moral. De acordo com o processo, o parlamentar foi achincalhado, humilhado e atacado de forma suja e contundente no programa “Alterosa Alerta”.

Um capitão da Polícia Militar (PM) também acionou a Justiça contra Gusman. Chamado pelo apresentador de vagabundo, bandido, moleque e agressor de mulheres , ele pede R$ 100 mil por danos morais.

 

 

Fonte: O Tempo ||

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