Artrite reumatoide atinge 2 mi no Brasil

Apesar disso, a doença ainda segue desconhecida por cerca de dois terços dos brasileiros.

Apesar disso, a doença ainda segue desconhecida por cerca de dois terços dos brasileiros.

Autoimune, crônica e progressiva, a artrite reumatoide causa inflamações nas articulações, o que gera rigidez, deformidades articulares, desgastes nos ossos e leva a pessoa a limitações na realização de tarefas do dia a dia.
A doença atinge cerca de 1% da população ? 2 milhões só no Brasil. Apesar disso, ainda segue desconhecida por cerca de dois terços dos brasileiros.
Uma pesquisa inédita sobre a doença realizada pelo laboratório Pfizer e conduzida pelo Instituto Ipsos entrevistou 200 pacientes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco. De todos os entrevistados, 76% não sabiam nada da doença até o momento do diagnóstico. A consequência disso se vê no tempo que a pessoa leva até descobrir a artrite reumatoide.
Segundo dados do estudo, 43% dos pacientes levaram pelo menos um ano para identificar o mal. ?Isso é muito ruim para o paciente. O ideal é que se faça o diagnóstico até três meses depois do primeiro sintoma, pois esse é o tempo até ocorrer o primeiro dano (ósseo). Com o diagnóstico dentro desse período, evita-se a incapacidade física?, explica o reumatologista Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês.
Limitações
A pesquisa revelou também que a artrite reumatoide tem um grande impacto na vida do paciente. Antes da doença, 95% deles relataram conseguir realizar atividades diárias sem ajuda. Depois, esse número caiu para 56%.
?Minhas mãos doíam muito e não fechavam. Eu tinha que usar a criatividade para conseguir fazer as coisas. Colocava uma garrafa na maçaneta das portas para conseguir abri-las, amarrava um pano na torneira e o puxava para abrir e fechá-las. Quando eu ia a um restaurante com meu companheiro, ele precisava partir a comida para mim, porque eu não conseguia?, lembra a dona de casa Ivone.
O estudo revelou o alto impacto da artrite na autoestima dos pacientes. Antes dela, 84% dos entrevistados relataram ter a autoestima alta. Depois, somente 64%, sendo que 27% revelaram ter dificuldade de se olharem no espelho devido às deformidades causadas pela doença.
Tratamento
A artrite reumatoide é considerada uma doença incurável. Contudo, o tratamento com os chamados ?Dmards? ? medicamentos modificadores do curso da doença reumática ?, consegue levar a doença à remissão.
O tratamento padrão é feito com metotrexato, um comprimido que o paciente toma diariamente. Ele alivia a dor, previne os danos irreversíveis da doença e melhora a qualidade de vida do paciente. Além disso, após controlada a atividade da artrite reumatoide, o paciente também deve incluir atividade física na rotina, pois ela ajuda no controle da doença.
Relação
As causas da artrite reumatoide ? como de outras doenças autoimunes ? ainda são desconhecidas. Mas a ciência já sabe que o tabagismo é um fator desencadeador da doença.
Nova droga promete trazer alento a quem tem a doença

A partir desta semana, chega às farmácias do país um novo tipo de droga para o combate à artrite reumatoide. O citrato de tofacitinibe tem um mecanismo que age dentro das células e impede a ação de uma enzima muito ativa em quem tem a doença.

Os especialistas veem nessa nova droga uma esperança de atender os cerca de 30% de pacientes que não reagem aos tratamentos tradicionais. ?Estamos lidando com uma inovação do contexto geral do tratamento da artrite reumatoide. Há a chance de trazer um novo alento ao paciente que não tolera ou não responde às demais medicações?, afirma Eurico Correia, diretor médico da Pfizer Brasil, fabricante da droga.

O novo tratamento chegará ao mercado custando R$ 3.450 a embalagem com 60 cápsulas (suficientes para 30 dias). ?Já estamos em negociação com a rede pública de saúde para a incorporação desse medicamento no rol dos tratamentos de alto custo?, afirma Correia. Ainda não há previsão de quando essa incorporação deve ocorrer.

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Sobre o Autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Artrite reumatoide atinge 2 mi no Brasil

Apesar disso, a doença ainda segue desconhecida por cerca de dois terços dos brasileiros.

Apesar disso, a doença ainda segue desconhecida por cerca de dois terços dos brasileiros.

 

Autoimune, crônica e progressiva, a artrite reumatoide causa inflamações nas articulações, o que gera rigidez, deformidades articulares, desgastes nos ossos e leva a pessoa a limitações na realização de tarefas do dia a dia.

A doença atinge cerca de 1% da população – 2 milhões só no Brasil. Apesar disso, ainda segue desconhecida por cerca de dois terços dos brasileiros.

Uma pesquisa inédita sobre a doença realizada pelo laboratório Pfizer e conduzida pelo Instituto Ipsos entrevistou 200 pacientes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco. De todos os entrevistados, 76% não sabiam nada da doença até o momento do diagnóstico. A consequência disso se vê no tempo que a pessoa leva até descobrir a artrite reumatoide.

Segundo dados do estudo, 43% dos pacientes levaram pelo menos um ano para identificar o mal. “Isso é muito ruim para o paciente. O ideal é que se faça o diagnóstico até três meses depois do primeiro sintoma, pois esse é o tempo até ocorrer o primeiro dano (ósseo). Com o diagnóstico dentro desse período, evita-se a incapacidade física”, explica o reumatologista Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês.

 

Limitações

A pesquisa revelou também que a artrite reumatoide tem um grande impacto na vida do paciente. Antes da doença, 95% deles relataram conseguir realizar atividades diárias sem ajuda. Depois, esse número caiu para 56%.

“Minhas mãos doíam muito e não fechavam. Eu tinha que usar a criatividade para conseguir fazer as coisas. Colocava uma garrafa na maçaneta das portas para conseguir abri-las, amarrava um pano na torneira e o puxava para abrir e fechá-las. Quando eu ia a um restaurante com meu companheiro, ele precisava partir a comida para mim, porque eu não conseguia”, lembra a dona de casa Ivone.

O estudo revelou o alto impacto da artrite na autoestima dos pacientes. Antes dela, 84% dos entrevistados relataram ter a autoestima alta. Depois, somente 64%, sendo que 27% revelaram ter dificuldade de se olharem no espelho devido às deformidades causadas pela doença.

 

Tratamento

A artrite reumatoide é considerada uma doença incurável. Contudo, o tratamento com os chamados “Dmards” – medicamentos modificadores do curso da doença reumática –, consegue levar a doença à remissão.

O tratamento padrão é feito com metotrexato, um comprimido que o paciente toma diariamente. Ele alivia a dor, previne os danos irreversíveis da doença e melhora a qualidade de vida do paciente. Além disso, após controlada a atividade da artrite reumatoide, o paciente também deve incluir atividade física na rotina, pois ela ajuda no controle da doença.

 

Relação

As causas da artrite reumatoide – como de outras doenças autoimunes – ainda são desconhecidas. Mas a ciência já sabe que o tabagismo é um fator desencadeador da doença.

 

Nova droga promete trazer alento a quem tem a doença

A partir desta semana, chega às farmácias do país um novo tipo de droga para o combate à artrite reumatoide. O citrato de tofacitinibe tem um mecanismo que age dentro das células e impede a ação de uma enzima muito ativa em quem tem a doença.

Os especialistas veem nessa nova droga uma esperança de atender os cerca de 30% de pacientes que não reagem aos tratamentos tradicionais. “Estamos lidando com uma inovação do contexto geral do tratamento da artrite reumatoide. Há a chance de trazer um novo alento ao paciente que não tolera ou não responde às demais medicações”, afirma Eurico Correia, diretor médico da Pfizer Brasil, fabricante da droga.

O novo tratamento chegará ao mercado custando R$ 3.450 a embalagem com 60 cápsulas (suficientes para 30 dias). “Já estamos em negociação com a rede pública de saúde para a incorporação desse medicamento no rol dos tratamentos de alto custo”, afirma Correia. Ainda não há previsão de quando essa incorporação deve ocorrer.

Redação do Jornal Nova Imprensa O Tempo Online

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Sobre o Autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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