É de todos por demais conhecido o lema adotado por muitos de nossos governantes que reza: em política, vale tudo, menos perder. Seja na eleição ou na luta diária para fazerem valer aquilo que entendem ser o correto dentro dos princípios que os norteiam, nossos políticos em maior ou menor grau, vão aos poucos se valendo desta máxima.

Lá em Brasília, nos últimos tempos, para o presidente Michel Temer aprovar aquilo que a qualquer custo quer impor aos brasileiros, ele tem se valido de mil artimanhas que, afinal, já se tornaram por demais corriqueiras e de todos, conhecidas.

Jantares e almoços nababescos ocorrem quase que diariamente contando com a frequência de centenas de convidados, na sua maioria deputados e senadores que são literalmente comprados de maneira escandalosa. Seja por meio da liberação de milhões de reais ou da oferta de centenas de cargos que lhes são repassados em troca de um “sim” ou de um “não” durante as votações dos mirabolantes projetos, propalados como sendo de interesse do povo e defendidos vigorosamente por aquela nada digna de respeito, e conhecida tropa de choque que cerca e bajula sua excelência.

Assim agindo, a nova moeda criada – liberação de emendas – acaba entrando em circulação país afora e espera-se que um dia, ao menos uma pequena parcela dela, aporte em alguns municípios brasileiros como o nosso que, ultimamente, tem contribuído e muito, para a melhoria dos índices da ocupação hoteleira brasiliense e com os que registram a movimentação dos aeroportos das capitais mineira e federal.

Se para abiscoitar parte das verbas destinadas às tais emendas, vale tudo e prevalece a verdade do “quem não chora não mama”, certo é, que também aqui na Cidade das Areias Brancas, ao que apuramos, já circula uma nova moeda, que com a derrocada do Moa, esperávamos estivesse extinta.

Na terça-feira (28), um secretário de governo, avisou a um ocupante de cargo de confiança lotado na pasta por qual responde: “caso o vereador que o indicou para se manter dependurado no “cabide”, não votar a favor do projeto que tramita na Câmara e que é de interesse do governo, infelizmente, repetiu o ainda ocupante do cargo de primeiro escalão na condição de chefe maior do “ameaçado”; a retaliação fatalmente ocorrerá. O melhor é que você convença seu amigo vereador a mudar de opinião”.

Fica o registro do inusitado aviso e o da nossa indignação, ao mesmo tempo em que sendo contrários a esta “estranha forma de negociação” que hoje acontece corriqueiramente na esfera política nacional, ficamos a imaginar que talvez seja mesmo esta, a nossa única chance de vermos esvaziar os cabides de emprego, que sabemos, superlotam os armários de algumas repartições públicas. De ato elas oneram e muito os cofres e esta constatação nos indica que pode ser real e verdadeira a premissa de que, provavelmente, em breve nos faltarão recursos para suportar o inchaço da máquina pública que, convenhamos, anda mesmo a passos muito lentos, lá e cá.

 

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