Ataques em três países deixaram ao menos cinco pessoas feridas e cerca de 40 mortos na Ásia e no Oriente Médio.  

Na Tailândia, um ataque atribuído a separatistas muçulmanos deixou ao menos 15 mortos. Este foi um dos ataques mais mortíferos deste conflito que abala o sul do país há 15 anos.

O ataque ocorreu na noite dessa terça-feira (5), na província de Yala, onde os agressores abriram fogo contra dois postos de controle, informou o porta-voz do Exército Pamote Prom-in.

Doze pessoas morreram no momento do ataque e outras três no hospital, disse o porta-voz.

A revolta separatista explodiu em 2004 nas províncias de maioria muçulmana do sul da Tailândia, um país de população essencialmente budista.

O conflito já causou cerca de 7 mil mortos, mas os atentados estão menos frequentes desde o golpe de Estado de 2014, após o qual a junta militar reforçou o contingente na região e o toque de recolher.

Tadjiquistão

Um ataque do grupo extremista Estado Islâmico (EI) a uma unidade de guardas de fronteira no Tadjiquistão terminou com 17 mortos, incluindo 15 criminosos, anunciaram as autoridades locais.

O ataque, executado por membros do EI procedentes do Afeganistão, aconteceu às 3h (19h de Brasília) da terça-feira (5) perto da fronteira com o Uzbequistão, a 50 km da capital tadjique, Dushanbe, informou o ministério do Interior do país da Ásia Central.

“As tropas tadjiques responderam e 15 membros do grupo armado foram neutralizados e outros quatro detidos”, afirmou o ministério.

Também morreram um soldado da unidade de fronteira e um policial.

“A investigação e o interrogatório das pessoas detidas estabeleceram que o grupo armado havia entrado ilegalmente no Tadjiquistão a partir da República Islâmica do Afeganistão em 3 de novembro”, afirma um comunicado da unidade de fronteiras.

“Os agressores são todos membros do grupo Estado Islâmico”, completou.

Entre os dias 3 e 6 de novembro, o grupo percorreu uma distância de 200 quilômetros antes de executar o ataque.

Jordânia

Ao menos cinco pessoas foram esfaqueadas nesta quarta-feira (6) em Jerash, na Jordânia, informou a agência de notícias Reuters. Segundo as autoridades, um guia local e um segurança ficaram feridos. Um homem foi preso.

Inicialmente, a informação das autoridades jordanianas era de que três turistas espanholas tinham sido feridas e levadas ao hospital, mas uma fonte no ministério de Relações Exteriores da Espanha afirmou que não havia cidadãos do país entre os feridos.

Vídeos postados nas redes sociais mostram uma mulher sangrando no chão e outra mulher em pânico com uma camiseta manchada de sangue, segundo a Reuters.

Jerash, que fica cerca de 50km ao norte da capital jordaniana, Amã, é conhecida por suas ruínas romanas. A Jordânia tem visto um aumento no turismo europeu nos últimos dois anos, e é considerada um dos destinos turísticos mais seguros do Oriente Médio.

 

Fonte: G1 ||
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