Durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde, ocorrida na última terça-feira (9), no plenário da Câmara Municipal, diversos assuntos de interesse coletivo foram discutidos, entre eles o mais polêmico dos últimos dias em relação ao setor de saúde, que é o horário de atendimento dos médicos nos Programas de Saúde da Família (PSFs), agora denominado pelo Ministério da Saúde como Estratégia Saúde da Família (ESF).
A secretária de Saúde, Luiza Flora, apresentou um relatório com o índice de coberturas médicas dos PSFs e revelou que a maioria dos postos de saúde não cumpriu a meta de atender a 1,5% da população residente na área de abrangência, considerando o período de 2005 a 2009. Somente o PSF Alvorada II obteve êxito em todos os anos e atingiu as metas de atendimento.
O PSF do Rosário cumpriu a meta em 2007 e 2008; o Alvorada I atingiu o índice somente em 2005 e 2006. No José Passos I (Sagrado Coração) o percentual foi alcançado em 2007, 2008 e 2009, assim como no José Passos II. O PSF da Água Vermelha ultrapassou 1,5% apenas em 2007. Os demais postos não atingiram a meta em nenhum ano. Um dado até preocupante é que essa população que não foi atendida nos PSFs se deslocou para o Pronto Atendimento Municipal, o que sobrecarrega o serviço do PAM.
Essa situação pode ser um dos resultados do horário dos médicos nos postos de saúde. Segundo Luiza Flora, esses números dizem respeito apenas aos atendimentos nos consultórios e a meta foi estabelecida considerando que seriam atendidos pelo menos quatro pacientes em uma hora (1 a cada 15 minutos), na jornada de oito horas diárias. Entretanto, foi discutido na reunião que não se deve preocupar apenas com os números e sim com a qualidade do atendimento.
O médico Ronan Castro, que foi eleito o representante dos médicos para apresentar a proposta de negociação aos membros do Conselho Municipal de Saúde, ressaltou que têm profissionais que conseguem atender até 10 pacientes por hora, mas que não é o ideal, pois prejudica a qualidade dos serviços. O médico ressaltou a importância de se rever essa questão de números e investir mais na qualidade e outras ações propostas pelos médicos.

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