No clássico as situações se igualam. Não tem jeito. O Cruzeiro vinha de uma primeira fase de Mineiro em que terminou 11 pontos à frente do Atlético. E invicta, a Raposa marchou até a final. Perdeu a primeira no torneio logo quando não podia.

Neste domingo (1º), no Horto, em nove minutos avassaladores no fim do primeiro tempo, o Galo passeou para cima dos celestes e só foi vazado aos 37 minutos da etapa final, com um chute rasteiro de Arrascaeta. Um 3 a 1 que não liquida a fatura, mas mostra o como o Galo soube explorar algo que tem de melhor: o talento de Otero nas bolas alçadas à área. Ricardo Oliveira, com dois gols, e Adilson, com outro tento, agradeceram.

Buscando esquecer o resultado, a Raposa tentará inverter o placar no próximo domingo (8), no Mineirão. Só que a missão ficou difícil. Agora o time celeste vai precisar de dois gols para ser campeão. Mas, antes disso, o time ainda tem a Libertadores, na quarta (4), quando encara o Vasco, no Mineirão, em um jogo decisivo. O Atlético, por sua vez, vai curtir sua vantagem, só que também tem compromisso importante na quarta, no Horto, contra o Ferroviário, pela quarta fase da Copa do Brasil.

O jogo
Alta intensidade e muita raça. Embalado pelo clima das torcidas, os times buscaram chegar ao gol imprimindo velocidade ou arriscando chutes de fora da área. Mas a parte alta da história desses 45 minutos iniciais ficou por conta do que aconteceu depois da parada para hidratação. O Atlético voltou com um gás renovado, enquanto o Cruzeiro, em nove minutos, assistiu ao baile do rival no Independência e exibiu falhas individuais no meio e no sistema defensivo, relembrando a estreia na Libertadores.

Aos 36 minutos, Otero cobrou falta na medida e Ricardo Oliveira, no segundo pau, não perdoou. Cinco minutos depois, novamente Otero na bola parada, agora em um escanteio, cobrou fechado e Adilson, com uma cabeçada de costas para o gol, venceu Fábio, marcando o segundo. Atordoada, a Raposa voltaria a sofrer nos pés da dupla Otero e Ricardo Oliveira. Aos 45 minutos, o venezuelano cruzou e o Pastor, sem marcação, fez o terceiro. O Galo estava avassalador.

O Cruzeiro sem a vantagem que ostentava teve que ir à frente para tentar diminuir o prejuízo. Arrascaeta entrou no lugar de Rafinha. Depois teve ainda Sassá por Raniel. O camisa 99 obrigou Victor a fazer uma bela defesa após uma cabeçada à queima-roupa. Mas, aos 37 minutos, Arrascaeta confirmou sua fama de regular em clássicos, chutando rasteiro e vencendo o camisa 1 atleticano. Um 3 a 1 que promete colocar fogo no duelo do próximo domingo. O Mineirão vai contar o capítulo final desta história.

O bicho pegou 
No final do jogo, o clima esquentou entre o banco de reservas. Romero quis partir para cima dos atleticanos, mas Elias logo acalmou os ânimos. O argentino discutiu bastante com Patric e até Mano foi conversar com os atleticanos. Muita reclamação no Horto.

 

Fonte: O Tempo Online||

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