A chanceler Angela Merkel está preocupada com o aumento de casos do novo coronavírus na Alemanha. A afirmação foi feita pelo seu porta-voz, Steffen Seibert, nesta segunda-feira (28).

“A evolução do número de contágios é de grande preocupação para nós. Podemos ver em nossos vizinhos europeus onde isso pode levar”, declarou Seibert.
O porta-voz de Merkel fez um apelo para que os cidadãos que respeitem as regras estritas de higiene e de distanciamento físico.

Em uma reunião com os integrantes de seu partido, União Democrata-Cristã (CDU), Merkel advertiu que os novos casos – quase 2 mil diários atualmente – poderiam subir para 19.200 até o Natal se a tendência persistir, afirmaram fontes do partido à agência France Presse.

A advertência de Merkel acontece um dia antes de uma videoconferência com as autoridades dos 16 estados federais do país sobre as próximas medidas que devem ser adotadas para tentar controlar a epidemia. As medidas podem atingir as reuniões familiares.

Um levantamento da universidade americana Johns Hopkings indica que o país registrou oficialmente mais de 286 mil casos de infecção pelo novo coronavírus, sendo que 1.192 casos foram registrados em 24 horas. O número de mortes passa de 9,4 mil.

Europa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem demonstrado preocupação nos últimos dias com o aumento no número de casos no continente europeu.

Na semana passada, a comissária da Saúde da União Europeia, Stella Kyriakides, fez um apelo para que os países do bloco reforçassem imediatamente as medidas de controle e proteção para frear um novo aumento no número de infecções.

Para Kyriakides, essa “talvez seja a última chance de evitar a repetição da situação da primavera passada [no hemisfério norte]”, quando o continente viveu o pico da pandemia.

O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) alertou que sete países do bloco registraram uma evolução preocupante da doença: Espanha, Romênia, Bulgária, Croácia, Hungria, República Tcheca e Malta.

França, Reino Unido e Espanha já tomaram medidas para favorecer o isolamento social.

Fonte: G1

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