O Banco Central vai mudar as regras para quem usa cheques. O objetivo é aumentar a segurança e tentar diminuir o número de fraudes.
Anderson recebeu o telefonema de um taxista e levou um susto: era a cobrança de um cheque usado para pagar uma corrida que ele não fez.
?Entrei em contato com o banco e o banco me disse que já sabia do extravio?, disse o administrador Anderson de Oliveira Cunha.
Os talões nunca chegaram à casa de Anderson. mas o fraudador tem feito compras no comércio. De olho em fraudes como essa, o Banco Central decidiu mudar as regras para emissão e uso de cheques. O objetivo é trazer mais segurança às operações. Inclusive para quem costuma receber os talões em casa.
As regras ainda estão sendo analisadas pelo Banco Central, e o consumidor pode opinar pela internet.
Entre as mudanças previstas, o cliente terá que desbloquear o talão antes de usar. Prática já adotada por alguns bancos.
Outra norma: ao cancelar um cheque em branco por roubo ou furto, a pessoa terá obrigatoriamente que apresentar ao banco um boletim de ocorrência na polícia.
Para garantir que folhas muito antigas, as mais usadas em fraudes, não circulem na praça, a data de emissão dos talões será impressa nos cheques. Os que tiverem mais de um ano poderão ser recusados pelo banco.
?Roubos, extravios, falsificação de assinaturas, clonagens de cheques. Essas quatro situações são as que têm ocorrido com mais frequência, que merecem então uma atenção especial e procurar evitá-las tornando o cheque mais seguro?, disse Sérgio Odilon dos Anjos, do Departamento de Normas do Banco Central.
Mas enquanto as regras não valem, o Procon faz um alerta ao consumidor em casos de extravio de talões. ?Eu ainda não recebi, então eu ainda não tive acesso ao talão de cheque. Eu não participei desse ato. O banco é responsável por qualquer fraude nesse caminho?, disse José Teixeira Fernandes, do Procon-RJ.

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