Uma barragem da mineradora Vale se rompeu nesta sexta-feira (25), em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram acionados.

Segundo  a Defesa Civil, os moradores que moram na parte mais baixa da cidade serão retirados das casas.

Os militares e os agentes foram acionados e estão indo até uma região do Córrego do Feijão.

Às 13h20, o Corpo de Bombeiros confirmou o rompimento.

Fotos de populares divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram a lama. Nas redes sociais, a Prefeitura da cidade publicou um alerta para que a população não fique perto do leito Rio Paraopeba

A informação do chamado dos bombeiros dá conta de que trata-se possivelmente de uma barragem de rejeitos e que haveria vítimas.

O helicóptero do Corpo de Bombeiros está sobrevoando o local.

O Insituto Inhotim, que fica em Brumadinho, informou que, por precaução, está retirando funcionários e visitantes do local.

Um morador da cidade, de 21 anos, que pediu não ser identificado, presenciou o momento do rompimento. “Eu comecei a trabalhar perto da barragem ontem (quinta-feira), com transporte de minério. Cheguei em cima de uma mina para fazer o carregamento, olhei para o lado e vi a contenção estourando e aquela poeira subindo”, afirmou. Segundo ele, a lama chegou no terminal ferroviário Alberto Flores e também encobriu as estradas que dão acesso à região. “Eu estou voltando para a casa pela BR-381, porque meu caminho ficou fechado”, contou.

O mecânico de manutenção Clarismundo Moreira, de 65 anos, nasceu de novo. Todos os dias ele almoça na região e essa sexta só foi diferente porque estava de folga. “Esse horário é certo que estaria lá, tem vários restaurantes, botecos. Acho que há pelo menos umas 350 pessoas que trabalham por lá”, conta.

De acordo com nota da Segov,  estão a caminho da Mina do Feijão, o secretário de Meio Ambiente, Germano Vieira, a secretária de Impacto Social, Elizabeth Jucá, além dos bombeiros e defesa civil. “Ressaltamos que, neste primeiro momento, a principal preocupação é prestar toda a assistência às vítimas”.

Córrego do Feijão

Construída em 1998, a barragem é usada para recirculação de água da planta e contenção de rejeitos em eventos de emergência. De acordo com informações do site da Vale, atualmente ela tem cerca de um milhão de m³.

Relembre

Esta é a segunda barragem relacionada à empresa a se romper em Minas Gerais. Em 2015, uma enxurrada de lama destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região Central do Estado.

Rejeitos da mineradora Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, atingiram também grande parte de Paracatu de Baixo e Gesteira, na mesma região. Os rejeitos destruíram o Rio Doce e chegaram ao mar no Espírito Santo.

 

 

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Fonte:

G1 e Hoje em Dia