Com o aumento do número de casos de Covid-19 em Belo Horizonte, os casos graves da doença também cresceram e, consequentemente, as mortes.

 Segundo o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, a média de sepultamentos nos cemitérios de BH saltou de 29 para 41 enterros diários.

“Ontem tivemos 41. Esses 12 a mais (em relação à média) foram de pessoas com Covid”, afirmou o secretário, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), na sede da PBH.

Os três indicadores que medem a pandemia em BH estão em nível de alerta máximo, com a taxa de ocupação das UTIs em 89,2% e a das enfermarias em 75,6%. A taxa de transmissão atingiu 1,25 por infectado, ou seja, cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus a outras 125. É o pior desempenho da série.

Segundo o infectologista Unaí Tupinambás, membro do Comitê de Enfrentamento à Covid da capital mineira, diversas cidades do Estado já dobraram a quantidade de sepultamentos diários. De acordo com o médico, a situação é preocupante e pode piorar, não só em Minas, mas em todo o Brasil, que diariamente bate recorde de vítimas do coronavírus.

“A projeção, em meados de abril, é que tenhamos três mil mortes por dia no país. E vai ficar nesse platô por um tempo”, afirmou o especialista.

Por isso, ele não descarta uma crise funerária, já que a capacidade de enterrar pode ficar menor do que a demanda. “Belo Horizonte, mesmo com o preparo que tivemos, pode colapsar”, disse Unaí.

Ele destacou, ainda, que um colapso no sistema de saúde tende a desencadear uma queda na qualidade de assistência aos pacientes, aumentando a mortalidade da doença.

Fonte: Hoje em Dia

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