De janeiro a agosto deste ano, foram aplicadas 1.783 multas a condutores por dirigirem sob o efeito de álcool nas estradas federais de Minas. No mesmo período, 225 motoristas foram presos; o novo bafômetro, que registra a embriaguez sem a necessidade do condutor soprar o aparelho, já está em uso em MG desde o início do segundo semestre.

A Polícia Militar intensificará a caça a motoristas infratores na capital. O plano inclui aumentar as blitze para flagrar os fora da lei – hoje, 20 operações desse tipo já acontecem diariamente na capital. O objetivo é tirar das ruas e punir, sobretudo aqueles que insistem na perigosa combinação álcool e direção, ameaçando a si mesmos, outros condutores e pedestres. A cada duas horas, pelos menos um acidente de trânsito causado por embriaguez ao volante é registrado no Estado.

O reforço integra o programa Minas Segura, que prevê mais patrulhamento nas vias. As ações miram todas as irregularidades. Atualmente, mais de 2,2 milhões de pessoas ainda não quitaram o licenciamento de automóveis de 2019. 

Cerco à bebida

Locais próximos a corredores de tráfego com concentração de bares são os mais priorizados pelos agentes. Em BH, a maioria das viaturas conta com bafômetros.

“Quando uma equipe sem o aparelho se depara com alguma ocorrência, ela aciona o coordenador do turno para que um dispositivo seja levado”, garantiu o comandante de policiamento do Batalhão de Trânsito da PM, tenente Sílvio Breygil.

De acordo com o major Flávio Santiago, porta-voz da corporação, a segunda fase do ‘Minas Segura’ focará em locais estratégicos. “A operação abrange o comando rodoviário em alguns trechos de visibilidade para fazer esse tipo de ação”. Ele não detalhou o reforço no efetivo.

Fugas

Mestre em segurança e educação para o trânsito, Roberta Torres acredita que, mesmo com a intensificação da fiscalização, muitos motoristas não serão flagrados. Ela lembrou dos aplicativos de transporte que “denunciam” locais onde há presença policial.

A especialista defende a ampla conscientização para reduzir os acidentes. “Gasta-se muito dinheiro depois que o problema acontece, com a manutenção de pacientes nos hospitais, com mortes”.

Risco dobrado

A medida também é defendida por João Pimentel, vice-presidente da Associação Mineira de Medicina do Tráfego. Ele diz que, em colisões causadas por condutores bêbados, a chance de morte é muito mais alta. 

“As sequelas são mais graves porque o álcool altera a cognição do indivíduo. Os movimentos ficam retardados e o motorista demora mais a responder a determinadas ações”.


 

Fonte: Hoje em Dia ||
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