Por Priscila Rocha 

A notícia de que dois homens fortemente armados que andam visitando casas de porta em porta querendo vender colchões ortopédicos e aproveitam para roubar as residências em Formiga alcançou alto nível de viralização nos últimos dias nas redes sociais e está causando pânico em grande parte da população.

Foto: Divulgação

O texto vem acompanhado com duas fotos e o seguinte alerta: “Atenção: estão andando nas casas dois rapazes fazendo demonstrações de colchões ortopédicos. Não abram o portão pra eles e nem os deixam entrar em sua casa. Cuidado!!! São ladrões e estão fortemente armados! Passe esta mensagem pra todas as pessoas que você conhece! Vamos ficar vigilantes!”.

O Últimas Notícias pesquisou e descobriu que o assunto já se espalhou por diversos estados do país, causando medo em moradores de várias cidades e não passa de boatos.

 

 

Boato se espalhou por vários estados:

Boato em Cuiabá (Foto: Divulgação)

Boato no Paraná (Foto: Divulgação)

Boato em Rondônia (Foto:Divulgação)

Os perigos dos boatos

Esse tipo de boato é extremamente perigoso, pois ao deixarem as pessoas em pânico, elas podem querer fazer justiça com as próprias mãos. Em maio deste ano uma equipe de 25 fotógrafos do Rio de Janeiro sofreu ameaças de morte devido a um boato de que pessoas estariam se passando por profissionais de fotografia para sequestrar crianças.

Uma das vítimas, uma mulher de 25 anos, teve uma  foto dela publicada na internet como se ela fosse uma sequestradora. A mulher registrou um Boletim de Ocorrência. Junto à foto foi divulgado o número de telefone da empresa de fotógrafos, desde então, as ameaças se tornaram frequentes na loja.

Os profissionais recebiam ameaças dizendo que iriam arrancar a cabeça dos fotógrafos na rua, que iriam invadir a empresa e executar todos. As ameaças só terminaram após a empresa procurar os meios de comunicação e esclarecer o mal entendido.

Já a dona de casa, Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, não teve a mesma sorte que os fotógrafos.  Ela foi espancada até a morte por populares, por ter sido confundida com uma  suspeita de sequestrar crianças, em maio de 2014, em Guarujá/SP.

O suposto retrato falado da sequestradora postado em uma página do Facebook havia sido feito por policiais da 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso/RJ), em agosto de 2012. Na ocasião, uma mulher foi acusada de tentar roubar um bebê do colo da mãe em uma rua na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Familiares estenderam faixas em protesto por morte de mulher espancada (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

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