Desde o ano passado, quando o cenário de destruição na Síria começou a se aproximar da capital Damasco, alguns teólogos vêm fazendo diferentes análises sobre a possibilidade de isso ser o cumprimento, em nossos dias, de antigas profecias bíblicas.

Desde o dia 18 de fevereiro, quando as tropas do presidente sírio Basha Al Assad começaram um bombardeio maciço nos subúrbios ao Leste da capital, na região de Ghouta Oriental, onde vivem cerca de 400 mil pessoas, quase que diariamente há notícias de dezenas de civis mortos após os ataques de forças rebeldes ao regime.

A Organização das Nações Unidas (ONU) tentou negociar uma trégua, que incluiria um cessar-fogo de 30 dias, quando seria possível evacuar a região. Porém, ela não foi seguida e agora surgem denúncias do uso de armas químicas.

Não é de hoje que os conflitos na Síria ganham os meios de comunicação e mostram o retrato de um povo sofrido, refém de rebeldes e da briga de gigantes pelo poder. A guerra civil que está em curso até hoje na região teve início em 2011, com a Primavera Árabe, quando os sírios se posicionaram contra o governo de Bashar Al-Assad e este, claro, respondeu com violência, despertando todo conflito que se estende até hoje.

Ainda que alguns estudiosos descrevam essa lamentável crise humanitária como evidência do cumprimento de profecias bíblicas, há quem classifique essa conexão como “irresponsável” e “equivocada”. Nesta semana um texto com uma imagem de uma passagem da bíblia viralizou nas redes sociais.

Os textos mais citados são Isaías 17 e Jeremias 49, que falam sobra a destruição de Damasco, que se tornaria em um “montão de ruínas”.

Em abril do ano passado, a mesma história viralizou nas redes sociais e alguns religiosos se manifestaram dizendo que a “profecia” já havia sido cumprida em 732 A.C. Naquele ano os assírios tomaram Damasco, anos depois a segunda parte da profecia se cumpriu:  os assírios tomaram Israel. Os especialistas levantaram um detalhe importante, a maioria das profecias do Velho Testamento já se cumpriram.

O grande drama humanitário do Oriente Médio poderá ficar ainda pior nas próximas semanas, uma vez que tantos os Estados Unidos quanto o Reino Unido ameaçam bombardear Damasco, caso fique comprovado o uso de armas químicas, que violam os acordos da ONU. Embora o alvo primordial seria os arsenais de Assad, isso poderia, definitivamente, fazer com que a capital Síria se torne “um montão de ruínas”.

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Com portais de notícias