Cientistas concluíram que bombardeio de asteroides, há 3,9 bilhões de anos, não foi suficiente para esterilizar a Terra e pode mesmo ter estimulado formas de vida subterrânea.
Meteoros gigantes
Há quase 4 bilhões de anos, a Terra foi bombardeada impiedosamente, atingida por asteroides quase tão grandes como o Estado de São Paulo. Mas o evento, que em teoria poderia extinguir qualquer vida em potencial que existisse no momento, pode ter provocado justamente o contrário.
De acordo com um estudo feito por dois pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, e publicado nesta quinta-feira (21/5), na revista Nature, os impactos deram um impulso para o desenvolvimento da vida no planeta.
Bombardeio de meteoros
Evidência de tais choques foi encontrada na Lua, em meteoritos e na superfície de planetas como Mercúrio e Marte e indica um ambiente extremamente violento durante o Hadeano – o éon mais antigo, que começou com a formação dos planetas do Sistema Solar -, entre cerca de 4,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás.
A violência atingiu seu pico durante o evento cataclísmico conhecido como Bombardeio Pesado Tardio, há 3,9 bilhões de anos. Embora muitos acreditem que o evento teria esterilizado a Terra, o novo estudo indica que ele pode ter derretido apenas uma fração da crosta e que microrganismos podem muito bem ter sobrevivido em hábitats subterrâneos, insulados das destruição na superfície.
Ou seja, o estudo aponta que a vida na Terra pode ter começado muito mais cedo do que se imaginava. Os resultados levam o possível início da vida no planeta para bem antes do período de bombardeamento. Eles abrem a possibilidade de que a vida pode ter surgido tão cedo quanto há 4,4 bilhões de anos, no momento em que os primeiros oceanos devem ter se formado, disse Oleg Abramov, um dos autores do estudo.

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