O Brasil não conquistou a meta de chegar em quinto no quadro geral de medalhas dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. No entanto, o desempenho e os resultados obtidos foram bastante comemorados pelos atletas e pelas comissões técnicas.

Além de os brasileiros terem conquistado a maior quantidade de medalhas da sua história, o Brasil conseguiu realizar outras metas, conforme releva o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

“Queria dizer que o CPB está satisfeito com a campanha do Brasil. Claro que tínhamos a nossa meta pela conquista de ouros e o quinto lugar no quadro de medalhas, mas essa não era a nossa única meta. Tivemos um aumento de conquista de medalhas de 47 em Pequim (2008) para 72 no Rio, o que representa um aumento de mais de 67%. Em Londres (2012), medalhamos em sete modalidades. No Rio, em 13. Há quatro anos, contando esportes coletivos e individuais, tivemos 42 medalhistas. Aqui, tivemos 113 medalhistas, mostrando um crescimento de 23% para 39% da delegação brasileira conquistando medalhas. Isso mostra que estamos no caminho certo. Queríamos mais medalhas, em mais modalidades e com mais atletas medalhando”, afirma.

Parsons disse que foram feitos investimentos em mais de uma modalidade e não só em natação e atletismo, esportes que mais conquistam medalhas para o Brasil nas Paralimpíadas.

“Fizemos investimentos importantes em outras modalidades. Aproveitamos o ciclo paralímpico para diminuir a dependência de atletismo e natação. Quatro modalidades ganharam medalha pela primeira vez: canoagem, ciclismo, halterofilismo e vôlei sentado. Ficamos em quarto no tiro com arco, o que era impensável há alguns anos. A construção do nosso centro de treinamentos em São Paulo e com o aumento da arrecadação com a lei Agnelo Piva, vamos evoluir”, analisa.

O dirigente afirma que não havia uma pressão em cima dos atletas sobre a conquista de medalhas. Eles só queriam que os atletas fizessem o seu melhor, o que acabou acontecendo.

“O desempenho dos atletas mostra que o trabalho foi bem feito. Nada menos do que 93 atletas fizeram no Rio as melhores marcas de suas vidas. A geração pós-Londres brilhou e 15 atletas (oito homens e sete mulheres) com menos de 23 anos, subiram ao pódio”, relata.

Com o aumento da arrecadação, o presidente do CPB acredita em um orçamentos maior que o dobro para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. “Nesse ciclo para o Rio, tivemos uma média de R$ 70 milhões por ano. Para Tóquio, a gente espera contar com algo em torno de R$ 180 milhões por ano”, cogita.

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